Brasileiros pagam mais por alimentos sem ingredientes indesejáveis

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Cada vez mais consumidores ao redor do mundo modificam seus hábitos nutricionais motivados por sensibilidades alimentares, alergias, desejo de se manter saudável ou convicções pessoais. Segundo o mais recente Estudo Global da Nielsen sobre “O que há em nossa comida e mente”?, 66% dos brasileiros estão dispostos a pagar mais por alimentos e bebidas que não contém ingredientes indesejáveis.

Essa tendência muitas vezes não é uma opção, mas sim uma obrigação. Conforme os resultados da pesquisa,  30% dos entrevistados no Brasil dizem que alguém de sua casa sofre de alergia alimentar ou intolerância,  sendo lactose ou produtos lácteos, frutos do mar e trigo (glúten) os mais comuns, na respectiva ordem.

A dieta baixa em gordura é a mais seguida pelos consumidores globais, principalmente na América Latina, região onde se evita em maior medida o seu consumo. Os brasileiros adotam principalmente uma alimentação com baixo teor de gordura (31%), uso consciente do açúcar (28%) e baixo teor de sódio (22%). Ao mesmo tempo, eles também se destacam por serem os menos adeptos a seguir alguma dieta restritiva na região latina (48% vs. 38% LatAm). Quando questionados sobre dietas por convicções pessoais, 23% dos brasileiros seguem alguma, como flexitarianismo (8%), vegetarianismo (5%),  veganismo (3%), Kosher (1%) ou Halal (1%).

E quais são os ingredientes queridinhos dos brasileiros? Eles tentam incluir mais aves (62%), grãos (57%), comida orgânica (57%) e ovos (56%) em sua alimentação diária.  Ao mesmo tempo, se esforçam para excluir aqueles com antibióticos e hormônios usados em produtos de origem animal (61%), com sódio (55%), com gorduras saturadas ou trans (54%) e com embalagens BPA (54%). O estudo apontou que esses itens são evitados principalmente por prejudicar a sua saúde do respondente e de sua família.

Em geral, o envelhecimento da população, consumidores conectados e com ferramentas para se informar sobre as particularidades de tudo que fazem e o que consomem, alimentos com propriedades medicinais e maior prevalência de doenças crônicas, são alguns dos fatores chaves que potencializam o interesse em hábitos alimentares e de consumo saudáveis.

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