Saraiva agora é 100% varejista

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A Saraiva, principal rede de livrarias do País, reuniu ontem analistas e investidores e revelou como está se tornando uma empresa 100% de varejo. A empresa, que vendeu seu braço editorial para a Somos Educação, tem se dedicado a cortar despesas e melhorar suas receitas. Com a implementação de medidas como orçamento matricial, benchmarks internos de produtividade, simplificação da estrutura hierárquica (com redução de 7 diretorias e 3 gerências nos últimos 12 meses), aumento da produtividade nas lojas, racionalização de custos logísticos e renegociação de contratos, a empresa projeta uma economia anual da ordem de R$ 50 milhões.

“Este tem sido um ano bastante desafiador. O varejo tem sofrido bastante e nós também sentimos os efeitos”, afirmou Marcus Mignoni, vice presidente financeiro da empresa.

Nos primeiros nove meses deste ano, a margem bruta subiu 0,5 ponto percentual na comparação com o mesmo período de 2014, para 33%, mas as despesas operacionais avançaram para 33,1% das receitas, para R$ 422 milhões. No terceiro trimestre do ano, entretanto, as despesas recuaram 0,6% em termos absolutos, para R$ 131 milhões, embora em relação à receita líquida tenham subido 0,8 ponto percentual, para 33,9%. No ano, a empresa acumula um Ebitda (lucros antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) negativo de R$ 2 milhões, contra resultado positivo de R$ 28 milhões no mesmo período de 2014.

A Saraiva reduziu seus investimentos neste ano em 58%, para R$ 15 milhões, com priorização de projetos que tragam resultados mais rapidamente. O omnichannel também é um vetor importante na estratégia corporativa: atualmente 12% dos pedidos realizados no site da empresa são retirados em lojas da rede e a taxa de conversão do e-commerce chegou a 7%, muito acima da média das vendas online brasileiras, em torno de 1,5%. “A multicanalidade é um pular de diferenciação para a Saraiva”, afirma Marcelo Ubriaco, vice presidente de varejo e e-commerce da empresa. Nos primeiros 9 meses deste ano, as vendas online foram responsáveis por 30% das receitas líquidas da empresa, que somaram R$ 1,27 bilhão.

Durante a apresentação, Jorge Saraiva Neto, diretor-presidente da empresa, disse que a companhia tem endurecido negociações com fornecedores e, com isso, aumentado significativamente o percentual de estoque consignado. A gestão dos estoques também ficou mais sofisticada.

“Não distribuímos mais nossos produtos igualmente pelas lojas, mas adequamos o sortimento de acordo com o perfil de cada loja”, afirma o executivo.

Via O Negócio do Varejo

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