Com o desaquecimento da economia, a alta dos juros e as maiores exigências dos bancos para liberar o crédito, o comércio varejista está resgatando o antigo carnê, informa O Globo. Na rede paulista de móveis e eletrodomésticos Cem, essa forma de pagamento já responde por 60% das vendas. Ele também é apontado como o responsável pelo crescimento geral do movimento da rede de 18%.
Segundo a reportagem, a Cem avalia que esse tipo de venda é mais rentável do que pagar as taxas cobradas pelos cartões de crédito. Sem este “pedágio”, a rede cobra de 3,75% a 5,43% ao mês, contra uma taxa média de 5% ao mês nos bancos. A estratégia é também uma forma de fidelizar o cliente, que costuma ir até a loja para pagar a prestação. A loja opera com recursos próprios e parcela as compras em até 20 vezes no talão.
De acordo com o IBGE, as vendas no comércio varejista caíram 0,7% em junho e subiram 4,9% no ano. A rede de eletrodomésticos Ponto Frio também planeja ressuscitar o o talão.

