Varejo faz pressão para abrir por seis horas

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Empresários do setor do varejo reforçaram ontem, em um seminário virtual, o pedido para ampliação do tempo de abertura dos shoppings em São Paulo para além das quatro horas determinadas atualmente. A demanda é por elevar a cidade para a fase amarela, que permite a abertura por seis horas, ou que a própria regra da fase laranja seja alterada. Eles também pediram mais medidas por parte do governo para controlar aglomerações no varejo de rua. Além de empresários, participaram do webinar os vereadores da capital.

O temor dos varejistas é de que a concentração de pessoas em pouco tempo de operação dos shoppings e a grande circulação de compradores em áreas de comércio popular possam fazer com que a cidade saia da fase laranja e caia para a vermelha, levando o varejo a fechar as portas novamente. “Isso seria o desastre total”, disse Alfredo Cotait Neto, presidente da Associação Comercial de São Paulo (ACSP). De acordo com ele, o governo precisa atuar principalmente na questão do transporte público, melhorando o fluxo das pessoas.

Na avaliação de Eneas Salomone, do grupo Savoy, há um descompasso entre as atitudes do estado e as atitudes sociais. “As pessoas estão estressadas”, afirma. É preciso interpretar o que está acontecendo”, disse ele ao reforçar que o melhor seria abrir as lojas o maior tempo possível para dar opção aos consumidores.

Presidente da Multiplan, Jose Isaac Peres disse que quatro horas de abertura não pagam nem o custo da operação. Por ser uma área de convivência, fica difícil operar com restrições às áreas de alimentação e entretenimento. O executivo criticou prefeitos e governadores por fecharem o comércio mesmo em locais onde o nível de contaminação ou de mortes não é tão alto. “Municípios que não tinham um caso decidiram [pelo fechamento] porque é político fechar o shopping, o comércio”, disse Peres.

Jae Lee, da Associação Brasileira de Franchising (ABF), disse que os lojistas esperavam uma parada de 30 dias e não por 90 dias, o que está sufocando os empresários, que estão se financiando pelos shoppings e por franqueadores dispostos a adiar o pagamento de aluguel e royalties. “Lojas pequenas seguram uma queda de 20% a 25%, mas não de 70%”, disse.

 

Fonte Valor Econômico
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