Número de supermercados abertos volta a crescer em 2018, depois de três anos de resultados negativos

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Depois de três anos de crise, fechando mais lojas do que abrindo, o varejo nacional conseguiu encerrar 2018 com saldo positivo de estabelecimentos, segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Um dos segmentos com maior destaque de crescimento foi o de supermercados, em números absolutos foram 4,51 mil novas lojas no Brasil. Especialistas indicam que com o aumento da competitividade e o aquecimento do mercado essa é a melhor hora para profissionalizar os estabelecimento e ficar em dia com as tendências do setor. Confira os passos essenciais para ter um supermercado competitivo e capaz de atrair muitos clientes.

Gestão de loja

Aprimorar a gestão da sua loja é o primeiro passo para organizar seu mercado. É preciso arrumar a casa para receber a inovação e é importante ficar atento a todas as frentes do seu negócio, como caixa, estoque, expositores, gestão de pessoas. Para isso você pode montar uma equipe responsável por cada etapa dentro do seu supermercado, ou, escolher um software capaz de automatizar esse processo. Com o programa certo é possível acompanhar da tela do seu celular todo o fluxo de vendas do mercado e identificar quais produtos geram mais lucro ou prejuízo. “Um dos pontos altos de uma solução tecnológica é que ela é barata e resolve um problema quando não é possível ter um grande time envolvido na gestão do negócio. Aqui na Hiper a gente vê como a automatização desses processos impacta a vida dos nossos clientes e gera negócios mais felizes”, comenta Tiago Vailati, CEO da Hiper, startup do Hiper Gestão, um software de gestão de lojas desenvolvido para micro e pequenos empreendedores.

Personalização

A personalização de lojas é uma tendência no setor de supermercados. As grandes marcas já entenderam que o consumidor quer encontrar tudo o que precisa em uma mesma loja e que este processo seja rápido. Por isso, cada vez mais elas têm investido em lojas pequenas e regionais no lugar de mercados grandes. Antes de um ponto de venda ser aberto em determinado bairro, o perfil dos moradores é traçado para entender qual mix de produtos será oferecido, qual a média de preço, quais as ações de merchandising que podem ser feitas, como entregar uma experiências positiva através de atendimento personalizado, praticidade, localização, comodidade, entre outros. “Para garantir que a execução da loja seja feita da mesma maneira que foi planejada, de acordo com as pesquisas prévias, a tecnologia pode ser uma aliada. O software de gestão de trade marketing desenvolvido pela Involves, por exemplo, ajuda os promotores a garantirem a execução perfeita. Essa atenção especial com o que acontece no ponto de venda contribui muito para que a experiência do cliente seja a melhor possível”, explica Mariane Sechim, consultora de sucesso do cliente da Involves.

Tendências de consumo

Ficar de olho nas tendências de consumo é uma ótima maneira para saber quais produtos vão começar a ter maior saída. Uma ferramenta eficaz para entender os movimentos do mercado é o Google. Por exemplo, recentemente a empresa divulgou um relatório com dados sobre o consumo de alimentos. No infográfico Power Natural a empresa apurou que nos últimos três anos a busca por “temperos” cresceu 52%, também houve um aumento de 55%, nos últimos cinco anos, nas buscas por saudável e de 70% nas buscas por natural. O relatório mostra que o consumo buscando uma alimentação menos processada está em alta. Isso significa que pode ser um diferencial para o seu mercado ter produtos naturais. Para ficar de olho nas pesquisas de consumo do Google você pode se inscrever na newsletter Think with Google.

Precificação

A definição do preço de um produto é um dos itens mais estratégicos dentro de um mercado e que influencia no seu sucesso. Alguns pontos que precisam ser analisados: posicionamento da concorrência, comportamento da mercadoria (se é um item que responde a alterações de preços), papel do produto na categoria, margem de contribuição e o histórico do produto. Marcela Graziano, CEO da Smarket, empresa que desenvolve um software que ajuda a imprimir mais inteligência aos mercados, explica o processo para diferentes tipos de loja: “Os itens que precisam ser analisados na precificação dependem do posicionamento da rede. Uma rede premium, por exemplo, não precisa ter uma preocupação tão grande com os concorrentes, pois oferece um nível de serviço mais elevado. Já uma rede que briga por preço, precisa estar de olho na concorrência o tempo todo.”

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