Na mira de jovens adultos, Fini espalha quiosques interativos

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Num quiosque coloridíssimo, balas de gelatina, chicletes e marshmellows de todo tipo e sabor ficam acondicionadas em atrativos baleiros de acrílico transparente. Comprar é simples: basta servir-se à vontade, colocando tudo num saquinho selável (do tipo ziploc) para levar para casa. Ou sair comendo dali mesmo, sem medo de ser feliz.

Quem frequenta shoppings centers já deve ter se deparado com pelo menos um quiosque da marca espanhola Fini em seus corredores.

No Brasil há 18 anos, a fabricante de candies, que escolheu o franchising para fomentar sua expansão pelo país, agora completa sua integração entre o on e o oflline com o lançamento de quiosques interativos e um aplicativo. A ideia: tornar a experiência de compras a granel de seus clientes ainda mais única.

Pelo seu próprio modelo de negócio, identificada a princípio, com o público infantil, a marca, desde 2018, tem direcionado seus esforços de marketing para acompanhar e atrair ainda mais os jovens adultos entre 18 e 24 anos, segundo Patrick Ramos, gerente de negócios da Fini no Brasil.

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“Ao contrário do que se pensa, nosso maior público é o jovem, as crianças de antigamente que cresceram comendo nossas guloseimas e se tornaram adultos, mas continuam fãs da marca”, afirma.

Do forte investimento em comunicação nas redes sociais ao relacionamento próximo com blogueiros e influencers, da presença em eventos como Campus Party e Brasil Game Show e o principal, aos bate-papos constantes com consumidores da marca, nasceu o retrofit do quiosque da FINI, lançado na recente ABF Expo.

A partir de 2020, esse quiosque com tela acoplada para interagir com o cliente, usará realidade aumentada e QR Codes para apresentar informações e curiosidades sobre produtos – como a bala de morango produzida artesanalmente na Espanha com aromatizantes naturais -, ou os famosos ursinhos, dentaduras de vampiro, tubinhos, amoras e até mini garrafinhas de Coca-Cola.

Para ampliar essa experiência, no início de 2020 a marca lançará um aplicativo próprio, baseado em gamificação, que também permitirá essa interação para melhorar a jornada de compra do cliente: basta apontar o smartphone para os baleiros. Tanta inovação, porém, depende de um fator importante: o “jeito Fini de atender”, segundo Ramos.

Esse jeito define o perfil de franqueado que a Fini busca em seu modelo de expansão: “duro como empresário, mas doce com as pessoas”, segundo o executivo – comportamento que se reflete também no treinamento dos atendentes. “Estamos totalmente preparados para atender dentro desse modelo 4.0, no qual chegamos ouvindo os clientes. Mas essa interação tecnológica só vale quando associada ao bom atendimento, que é fundamental.”

Negócio

Os produtos da Fini, que hoje está presente em 100 países, chegaram ao Brasil em 1998. Mas foi em 2001 que a marca realmente fincou os pés por aqui ao inaugurar uma fábrica em Jundiaí, no interior paulista.

Na planta de 20 mil m2, a única fora da Espanha, operam quatro linhas de produção, de onde saem mais de 250 tipos de produtos que vão para o mercado interno, para toda a América Latina e o sul da África. Até o fim de 2019, a fábrica deve dobrar sua capacidade de produção, com ampliação para 40 mil m2 até o início de 2020.

Com a popularização da marca no varejo brasileiro, embora 70% de seus produtos sejam importados, a Fini concluiu que comprar a granel seria uma experiência diferenciada para seus consumidores.

Assim, adotou o franchising como canal de distribuição, desenvolvendo um formato de loja no estilo quiosque, com modelo de operação e gestão simplificada e portfólio exclusivo para operar em shoppings e parques.

Trabalhando com franquias desde 2014, a rede tem 71 lojas, sendo que apenas uma é própria, no Jundiaí Shopping. Até o fim do ano, a Fini deve encerrar com 85 unidades em operação. A expectativa, segundo Patrick Ramos, é chegar até 2023 com 150 unidades. Porém, a marca enxerga potencial de atingir 400 lojas no formato nos próximos anos.

Uma expansão que deve acontecer numa velocidade “moderada e sempre de 15 em 15”, de acordo com o executivo. Isso porque as franquias representam apenas 1,1% do modelo de negócio da companhia, já que sua estratégia é não abrir lojas a qualquer custo, e sim com qualidade, tanto na seleção do franqueado como no ponto comercial.

“Essa não é nossa atividade central, mas um canal ativo de lucratividade, relacionamento com o cliente e de fidelização com a marca. Nosso objetivo não é ser um negócio de milhares, e sim um negócio de centenas.”

Fundado em 1971 pelo espanhol Dom Manuel Sanchéz Cano, o grupo que leva seu sobrenome passou a produzir as balas de gelatina artesanais que começaram a ser distribuídas pela Europa nos anos 80 até chegar ao Brasil, no final dos anos 90, ocasião em que também ampliou sua expansão pelos Estados Unidos e Europa.

Dados da Euromonitor de 2018 sobre o varejo de balas, pastilhas e chicletes no Brasil apontam que a FINI está em quarto lugar em participação nesse mercado com 2,9%, ficando atrás da americana Mondelez (7,5%), da brasileira Dori (9,8%) e da argentina Arcor (12,8%).

Fonte Diário do Comércio
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