La Pastina expande e-commerce e prepara primeira loja física

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Sob o comando de Juliana La Pastina, a tradicional marca de alimentos importados quer continuar crescendo. A receita inclui e-commerce, nova identidade visual, produtos mais sofisticados e o plano de inaugurar sua primeira loja física este ano.

Com um portfólio com mais de 500 itens alimentícios que chegam a cerca de 3 mil pontos de venda, além de restaurantes, o Grupo La Pastina está entre os cinco maiores importadores de alimentos e bebidas do Brasil, com quase 400 funcionários. Nessa conta entram os que trabalham na importadora World Wine, criada em 1999 para atuar apenas no segmento de maior valor agregado — e que já soma 17 lojas próprias em todo o País. No ano passado, o faturamento do grupo cresceu 28%. Para 2021, a meta é repetir a dose. E é para garantir esse resultado que a atual presidente, Juliana La Pastina, colocou em marcha uma operação de reposicionamento da marca.

Rebranding

O rebranding inclui nova identidade visual, com a atualização do logotipo, e uma assinatura: “Alimentamos sua paixão”. Para Juliana La Pastina, que assumiu a presidência da empresa após morte prematura do pai, Celso, no ano passado, as mudanças são parte de uma estratégia para aproximar ainda mais a marca de seus clientes. “Sempre procuramos estar atentos às necessidades dos consumidores. Entendemos que o nosso branding precisa estar alinhado ao mercado e que a nossa marca precisava ser modernizada”, afirmou Juliana à DINHEIRO. “Com esse posicionamento queremos compartilhar nossa experiência de décadas na enogastronomia e tornar esse universo ainda mais acessível a público”, disse.

As mudanças na marca não se limitam à comunicação. Ampliando os canais de venda, a empresa criou no final de 2020 o e-commerce La Pastina. Segundo Juliana, os resultados têm sido surpreendentes — eles podem ser atribuídos a vários fatores. “Há um crescimento das vendas digitais em quase todos os segmentos, especialmente no vinho. O fato de as pessoas estarem mais tempo em casa contribui para que haja maior interesse em alimentos premium, já que elas não podem ir a restaurantes”, afirmou.

Segundo ela, o fato de a marca associar os alimentos ao vinho é oportunidade de oferecer uma solução completa para o consumidor. “E a La Pastina ser uma marca consolidada também ajudou nessa rápida adesão do consumidor final ao nosso e-coomerce.” O próximo passo é aproveitar a força da marca e abrir uma loja própria, a Casa La Pastina. O ponto, na capital paulista, ainda está em estudo. As portas deverão ser abertas até o final do ano.

Em paralelo ao rejuvenescimento e à transformação digital, Juliana pretende agregar ao catálogo de vinhos uma gama superior de produtos. “Nessa ida da La Pastina para o varejo, eu tenho como um dos objetivos compor um portfólio mais completo, com opções além das que temos atualmente”, disse Juliana, que está em busca de rótulos como barolos e brunellos. “Em 2020, a gente viu crescimento em todas as faixas de preço, mas as que mais cresceram foram as duas pontas: de entrada e de maior valor agregado, caso dos vinhos de Bordeaux, por exemplo”, disse Juliana. Como os de entrada já estão bem cobertos pelo catálogo da La Pastina, é natural que ele cresça justamente na direção dos preços mais altos.

 

Fonte Isto É Dinheiro
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