Grupo Carrefour Brasil cresce 12,5% em vendas brutas no primeiro tri; Atacadão cresce 13,6%

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O Grupo Carrefour Brasil manteve seu desempenho no primeiro trimestre de 2020, com vendas brutas totalizando R$15,9 bilhões. O crescimento foi de 12,5% (ex-gasolina), em comparação ao mesmo período no ano passado. O Ebitda ajustado aumentou 6,9%, atingindo R$ 1,1 bilhão, sustentado pelo bom momento pré-pandemia, diluição dos custos e margem resiliente de 7,7%. A companhia registrou ainda lucro líquido ajustado de R$ 401 milhões, no período. Os resultados refletem a sólida estratégia da companhia, diante dos desafios impostos, aos negócios e aos consumidores, pela disseminação da pandemia do novo coronavírus.

No primeiro trimestre, as vendas em mesmas lojas (ex-gasolina) registraram alta de 7,6% e a estratégia de expansão do Atacadão e nos formatos de proximidade nos últimos 12 meses resultou em um crescimento adicional de 4,3%. O Carrefour inaugurou quatro lojas do Atacadão e uma da bandeira Market, no primeiro trimestre do ano. Até o final de março, o Grupo Carrefour Brasil já somava 698 unidades em toda sua rede.

O crescimento, que já apresentava tendências positivas nos dois primeiros meses do ano em todos os formatos, foi intensificado nas duas últimas semanas de março que apresentou alta de 20,9% devido às medidas de isolamento social que levou os brasileiros a comprarem mais produtos básicos nesse período. No primeiro trimestre, o crescimento apresentou uma combinação bastante equilibrada em sua composição: sendo 8,9% o crescimento no Varejo (9,8% incluindo efeito calendário) e 7% no Atacadão (8,2% incluindo efeito calendário). O e-commerce teve um desempenho muito expressivo durante o trimestre, com um aumento de 235% do GMV alimentar, em comparação com o primeiro trimestre de 2019.

Noël Prioux, CEO do Grupo Carrefour Brasil

Segundo Noël Prioux, CEO do Grupo Carrefour Brasil, “a companhia apresentou desempenho de vendas muito sólido em um trimestre marcado por um ambiente atípico e sem precedentes, associado à disseminação da pandemia da Covid-19. O crescimento das vendas reflete nossa capacidade de atender um aumento da demanda em março em todos os formatos e canais. Registramos uma rentabilidade muito resiliente, apesar de maiores custos, visando garantir a saúde e a segurança dos nossos colaboradores e clientes. Gostaria de renovar minha gratidão às nossas equipes pela sua excepcional adaptabilidade e aos nossos clientes pela confiança, que atestam a força da nossa marca. O Carrefour está totalmente mobilizado para atender às necessidades dos consumidores brasileiros e proteger o seu poder de compra em meio a um cenário muito volátil”.

Atacadão

De janeiro a março, o Atacadão registrou crescimento de 13,6%, totalizando vendas brutas de R$ 10,8 bilhões. O bom desempenho é reflexo da estratégia de expansão e o forte posicionamento no segmento de produtos de cesta básica, com melhor custo-benefício tanto para os consumidores finais quanto para os B2B. No período, as vendas em mesmas lojas avançaram 7% (8,2% incluindo efeito calendário). A expansão da rede contribuiu com um crescimento de 6% nas vendas de janeiro a março de 2020.
No primeiro trimestre de 2020, o lucro bruto do Atacadão avançou 9,5%, alcançando R$ 1,5 bilhão. O Ebtida ajustado avançou 9.3%, atingindo R$ 694 milhões, e a margem ficou em 7,1%, devido à alta demanda por alimentos na segunda quinzena de março, influenciando em uma forte diluição de despesas Atacadãopara compensar os custos relacionados ao Covid-19.

Carrefour Varejo

No primeiro trimestre, o Carrefour Varejo registrou crescimento de 8,9% – ou 9,8% incluindo efeito calendário favorável. As vendas totais atingiram R﹩ 4,5 bilhões, incluindo marketplace. No período, o crescimento do segmento alimentar superou o não alimentar pela primeira vez desde 2017. A alta de 11,2% nas vendas de alimentos foi o maior aumento trimestral nos últimos cinco anos. As categorias não alimentares continuaram a apresentar um crescimento significativo no 1T, com 5,4% de (LfL).

A companhia registrou forte aumento de volumes, principalmente nas categorias de alimentos, motivado pela estocagem de alimentos e compras mais concentradas, refletindo a decisão estratégica do Carrefour de manutenção de preços, que inclui a contenção de aumento por parte dos fornecedores e o congelamento de preços de 200 produtos de marca própria por, pelo menos, dois meses.

O multiformato registrou crescimento de vendas (LfL) de 8,5%, com aumentos de 5,6% nos volumes e de 8,5% no ticket médio, mais que compensando a redução do tráfego em março, já que os consumidores diminuíram suas idas ao supermercado por conta da disseminação da pandemia do COVID-19. Os alimentos registraram crescimento de 10,1% (20,5% em março), com sólidas vendas em todos os formatos.

E-commerce

O crescimento do GMV total deu-se em grande parte às fortes vendas do e-commerce alimentar, que triplicou neste primeiro trimestre. As vendas de não-alimentar também se mostraram muito resilientes, crescendo 5,7% no período, representando 23% das vendas totais do varejo não alimentar.

O número de pedidos no e-commerce alimentar triplicou, atingindo recorde de 4.269 pedidos em um único dia. Nos primeiros 14 dias de março, por exemplo, a média de pedidos diária foi de 1.674. Como consequência do cenário atual, as entregas em domicílio representaram 85% (vs. 69% no 1T19), maior índice desde o lançamento do e-commerce alimentar. O serviço de entrega rápida registrou participação de 47% em março (vs. 42% no 1T19) e as side stores representaram 36% (vs. 25% no 1T19), reflexo do investimento feito nos últimos 12 meses para lidar com o aumento da demanda, mantendo um alto nível de serviço.

Banco Carrefour

O faturamento do Banco Carrefour atingiu R﹩ 9 bilhões no primeiro trimestre, um crescimento de 26,4%, em relação ao mesmo período de 2019. No período, o cartão Carrefour registrou aumento de faturamento de 17,5%, alcançando R$ 6,1 bilhões. Já o cartão Atacadão registrou faturamento de R$ 2,7 bilhões, um crescimento de 52,4%. A carteira de crédito apresentou crescimento de 34,4%, atingindo R$ 11,9 bilhões, refletindo sólido desempenho.

A receita operacional líquida aumentou 26,8% e o Ebtida ajustado somou R$ 252 milhões, um aumento de 2,9% em relação ao mesmo período do ano passado, refletindo um forte crescimento de receita associado a um índice de eficiência de 33,8% no 1T.

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