Em 100 dias, varejo cresce 1,8% em SP, informa ACSP

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Nos 105 dias iniciais de 2019, o movimento de vendas do varejo da capital paulista cresceu em média 1,8% sobre igual período do ano passado, sendo 0,5% nas comercializações a prazo e 3% no sistema à vista. Os números são do Balanço de Vendas da Associação Comercial de São Paulo (ACSP).“O va rejo está acompanhando o ritmo fraco da retomada econômica, a taxa recorde de desemprego e a dificuldade do brasileiro de se comprometer com compras parceladas.

Para reverter esse quadro, o governo precisa priorizar a geração de postos de trabalho e estimular a concessão de crédito à pessoa física, seja aumentando a concorrência entre os bancos ou reduzindo o compulsório das instituições bancárias”, analisa Emílio Alfieri, economista da ACSP. “O Banco Central está atento a esse problema, mas a concretização dessas medidas depende da aprovação das reformas, notadamente a da Previdência”.

O período analisado pela ACSP (de 1º de janeiro a 15 de abril de 2019) contou com um dia útil a mais frente ao mesmo período de 2018, o que ajudou um pouco os lojistas. “O melhor desempenho das vendas à vista reforça que o consumidor está fazendo compras de pequeno valor, sem se comprometer com prestações futuras. Ele está cauteloso e avesso a riscos, com a confiança baixa”, diz Alfieri.

Abril

Na primeira quinzena de abril de 2019 ante igual período de 2018, o movimento de vendas do varejo da cidade de SP cresceu em média 6%. Enquanto as comercializações a prazo subiram 7,3%, o sistema à vista registrou crescimento de 4,7%.

“A primeira quinzena deste ano teve um dia útil a mais, o que impactou o resultado do Balanço. Não fosse isso, o comércio teria fechado o período no vermelho”, comenta o economista da ACSP.

Variação mensal

Já em relação à primeira quinzena de março de 2019, o varejo paulistano registrou alta de 6%, sendo 3,2% no sistema a prazo e 8,8% à vista (com um dia útil a mais).
“A realização do Carnaval no início de março enfraqueceu a base de comparação, já que nessa época o movimento é tradicionalmente pequeno nas lojas”, afirma Alfieri.

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