A recente depreciação do real, que deve pressionar receitas de companhias com operações fortes no mercado brasileiro, como o banco Santander, o varejista francês Casino e empresas de telecomunicações, soma-se à insegurança de investidores após rebaixamento do Brasil pela Standard & Poor’s e do ambiente de instabilidade política.
O cenário macroeconômico, que afeta o consumo de bens e serviços, também contribui para reduzir a receita que vem do País.
O controlador do Grupo Pão de Açúcar (GPA), o francês Casino, viu suas ações em Paris caírem mais de 16% nos últimos 30 dias. O câmbio traz uma preocupação a mais para o varejista, que já enfrenta o cenário fraco de consumo no Brasil.
Segundo a equipe de análise especializada em varejo alimentar da Bernstein Research, sediada em Londres, as ações do grupo estão sofrendo com a possibilidade de um aprofundamento na desvalorização do real, o que afeta a alavancagem da empresa e pode levar à perda do grau de investimento pelas agências de classificação de risco, como a S&P.

