Compras de final de ano puxam ruptura que encerra o ano em 10,32%

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Sem desacelerar entre a Black Friday e o Natal, o consumo de final de ano garantiu alta na ruptura em dezembro. O ano encerrou com o índice na casa dos 10,32% em dezembro, enquanto novo levantamento da Neogrid ainda aponta que a média anual de 2019 foi de 10,08% contra os 10,01% em 2018.

Os números vão ao encontro ao estudo apresentado em dezembro pela a Associação Brasileira de Supermercados (Abras) que aponta que de janeiro a novembro de 2019 as vendas tiveram aumento de 3,76% em relação ao mesmo período do ano anterior indicando um cenário positivo para 2020.

No mês de outubro, a ruptura atingiu 10,37%. Em novembro, o índice caiu um pouco, atingindo 10,22% para fechar o trimestre, em dezembro, em com índice de 10,32%. No mesmo período de 2018, os índices eram de 9,85% em outubro, 9,44% em novembro e 9,0% em dezembro. O cenário pode ser explicado, conforme Robson Munhoz, diretor de Customer Success Neogrid, pela, ainda que lenta, melhora na economia e o retorno dos brasileiros às compras.

“A ruptura apresentou um leve alta por causa do aumento no consumo no final do ano, que começou ainda em novembro com a Black Friday e se manteve até o final de dezembro no Natal. O varejista se preparou, percebemos uma alta nos estoques e o consumidor respondeu. Uma das razões para o aumento das vendas, além da época tradicional de consumo, são as injeções de dinheiro como a liberação de FGTS e 13º salário. O aumento das compras em supermercados é um dos principais termômetros”, explica Munhoz.

Sobre a média anual, o executivo explica que os dados apresentam uma tendência a estabilização da ruptura na casa dos 10%.

“Quando comparamos a média anual de 2019 e 2018 percebemos que a ruptura vem estabilizando em 10%, apesar de 2018 ter apresentado vários meses com índices de 9%. Se por um lado, a estabilidade pode ser vista como algo positivo dada a crise que atravessamos, por outro lado, não podemos esquecer que os números ainda não são bons. Vale lembrar que no período de maior pujança econômica trabalhávamos com 8%. Os 10% não são bons porque poderíamos trabalhar com uma margem melhor, afinal ruptura representa perda de dinheiro, perda de lucratividade do varejista. Temos potencial como país para melhorar esse cenário”, comenta.

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