Como se preparar para o Natal?

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O varejo está cada dia mais competitivo. Novas lojas, formatos e canais multifuncionais. O cliente, por sua vez, frente as inúmeras opções, tornou-se muito mais mixador (frequenta diferentes canais para suprir suas necessidades) – e, como enfrenta um momento de grande endividamento, inadimplência e um orçamento mais apertado, está mais seletivo e vem racionalizando suas compras, ou seja, buscam alternativas – de canais, produtos, marcas, embalagens -, para não abrir mão de suas conquistas.

 

Inúmeros especialistas e economistas traçam um cenário mais desafiador para o final de ano e apostam em um Natal mais “magro”.

 

Cenário este que exige um esforço adicional do varejo para potencializar as vendas nesta época – que é por sinal, o melhor período em vendas para o varejo -, sendo capaz de atrair, converter e inspirar o cliente a comprar.

 

Planejamento bem detalhado e minucioso, execução extremamente eficiente considerando: sortimento, a loja em si (ambiente), os serviços, a equipe, as ações de marketing, merchandising e promoções, criatividade e eficiência são palavras de ordem!

 

Para começar, o primeiro passo é planejar com antecedência e precisão as compras (para não ter sobras ou rupturas), prevendo o aumento da demanda dos itens padrões e, sobretudo, dos produtos específicos da época. Avaliar as tendências e os lançamentos para não deixar de fora as novidades.

Uma forma para garantir maior efetividade na previsão da demanda é avaliar indicadores internos e de externo de anos anteriores e fazer as previsões levando em conta a conjuntura atual.

Notem que em pleno setembro, visitando lojas varejistas já encontramos inúmeras categorias e produtos natalinos disponíveis.

Mas não basta garantir a disponibilidade do produto e ter o sortimento adequado, como não são produtos comprados regularmente, o segundo passo é chamar a atenção do cliente e inspirá-los a desejar, querer e comprar.

Por isso atenção à ambientação e à todas as ações a serem desenvolvidas de marketing e merchandising no ponto de venda, promoções e ofertas.

É muito positivo e essencial ambientar a loja, ou seja, “vestir” a loja com o tema da época. A ambientação traz um gera uma experiência positiva no Shopper.

Qual a ação mais adequada? Qual o tipo de promoção e comunicação que inspire o Shopper a comprar? Quanto maior foi o seu conhecimento sobre o seu Shopper e suas motivações e decisões, mais efetividades nas as ações. Não esqueça de avaliar custos e mensurar os resultados.

Como nesta época o fluxo aumenta substancialmente, avaliar se sua loja está preparada para receber o fluxo adicional. Considerar a necessidade de alterar layout, ampliar o número de equipamentos, dos expositores, alterar a dinâmica de reposição, ou ainda, contratar mais pessoas.

A propósito, a mão de obra temporária, é sem dúvida, um dos grandes desafios para o varejo. A recomendação é planejar e contratar com certa antecedência, para ter tempo hábil de integrá-lo na operação e treinar adequadamente.

Cada vez mais, agilidade, qualidade no atendimento, funcionários capacitados, bem treinados, cordiais e disponíveis são essenciais.

Para se diferenciar, tente oferecer alguns produtos diferenciados, exclusivos ou personalizáveis. Crie listas com sugestões de presentes, invista em pontos extras com algumas alternativas de produtos presenteáveis e soluções aos Shoppers, entre outros.

Além disso, os shoppers querem cada vez mais informação e conteúdo rico para ter a certeza da melhor compra. Portanto, sinalize adequadamente a loja e os produtos.

Fatima Merlin é diretora da Connect Shopper, consultora de varejo e shopper marketing, palestrante e autora do livro “Meu cliente não voltou, e agora?

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