Amazon fecha parte de seu negócio de comércio eletrônico na China

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Em um raro recuo para a gigante do comércio eletrônico, a Amazon planeja fechar seus negócios no mercado chinês em julho, ao mudar seu foco para oferecer aos consumidores continentais somente produtos importadores, em vez de produtos de vendedores locais.

A Amazon continuará administrando seus outros negócios na China, incluindo seu serviço de computação em nuvem, o Amazon Web Services; a benda de e-books Kindle e operações internacionais que ajudam a enviar mercadorias de comerciantes chineses para clientes no exterior. A partir de 18 de julho, os clientes que fizerem login no portal chinês da Amazon, o Amazon.cn, verão apenas uma seleção de mercadorias de sua loja global, em vez de produtos de vendedores terceirizados.

O grupo, fundado em 1994 por Jeff Bezos, é o líder do setor nos Estados Unidos e em outros países. Em janeiro, tornou-se a empresa privada mais cara do mundo em termos de capitalização de mercado. O comércio on-line é muito popular na China, especialmente por causa de seu preço e da velocidade de entrega. Sair do e-commerce chinês representa um revés para a empresa no maior mercado de varejo do mundo e para o presidente-executivo Jeff Bezos, conhecido por sua disposição em resistir às perdas para obter ganhos de longo prazo. É também o mais recente exemplo de uma empresa de tecnologia americana na China lutando para enfrentar líderes locais, como o Alibaba (com marcas como Taobao, Tmall) e a JD.com, bem como o aplicativo de compra em grupo Pinduoduo, que abriu o capital em Nova York no ano passado.

O grupo norte-americano fez grandes investimentos em sua rede de logística na China em 2004, quando comprou a Joyo, plataforma de vendas de livros local, por US$ 75 milhões. Desde então, investiu em armazéns, centros de dados e programas para ensinar aos vendedores chineses como levar seus produtos aos clientes da Amazon. A empresa lançou seu programa de adesão Prime na China em 2016, com a esperança de atrair clientes com promessas de produtos ocidentais de alta qualidade e benefícios como entregas internacionais gratuitas. Mas benefícios extras como o Prime Video, que tem sido usado para atrair clientes em outros mercados, não estão disponíveis para usuários na China.

Alibaba, JD e outras plataformas chinesas também aumentaram suas ofertas de produtos, de cerejas americanas a fórmulas infantis australianas, com grandes descontos. A Amazon ainda tem menos de 1% de participação de mercado na China, de acordo com a iResearch. O recuo é o mais recente sinal de que a Amazon está cedendo a China para que possa se concentrar na Índia, onde tem uma chance maior de se tornar um participante dominante. A empresa investiu bilhões de dólares no negócio da Índia desde que abriu seu site em 2013, construindo mais de 50 armazéns para apoiar o negócio.

Mas a Amazon ainda tem que lidar com os players chineses de e-commerce na Índia, onde a Alibaba e outras companhias estão iniciandosuas operações ou investindo em startups locais, como Paytm E-commerce Pvt e BigBasket.

Por enquanto, o compromisso da Amazon com a China continua forte e continuará a investir no país, de acordo com uma porta-voz da empresa, que acrescentou que a companhia vem mudando o foco de seu negócio de varejo on-line no país para vendas transnacionais, que atendem tanto a comerciantes chineses que vendem para consumidores no exterior como a clientes chineses que procuram produtos de alta qualidade de todo o mundo.

Fonte Época Negócios
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