Apesar de ser uma das marcas mais icônicas dos Estados Unidos, a gigante de fast food passa por um período conturbado: as vendas caem há seis trimestres e, no fim de janeiro, o então CEO da companhia, Don Thompson, anunciou que deixaria o cargo.
Ele foi substituído pelo britânico Steve Easterbrook que, na segunda-feira, afirmou querer simplificar a estrutura da empresa e elevar o “engajamento digital”.
“Os números não mentem”, disse ele. “Eu não vou me abster da necessidade urgente de reformular esse negócio…e como devemos nos estimular por ameaças competitivas”.
A declaração de Easterbrook veio depois de a rede de restaurantes ter registrado resultados novamente aquém dos previstos no primeiro trimestre deste ano.
A estratégia a partir de agora, segundo o executivo, será concentrar esforços nas regiões mais lucrativas – principalmente os Estados Unidos, seu maior e mais importante mercado. O país ainda responde por 40% das receitas globais da companhia.
Mas os americanos podem ajudar na recuperação do McDonald’s? Ou será que eles buscam opções mais saudáveis?
“De jeito nenhum”, responde Jacques Quincy, que vai ao McDonald’s toda sexta-feira e todo sábado.
Nesses dias, quando era pequeno, a opção pelo fast-food era uma forma de dar a sua mãe o devido descanso na cozinha.
“Comprava dois McChickens, uma torta de maçã grande, batatas fritas grandes, um milk-shake pequeno, um milk-shake gigante, e, em seguida, comia dois ou três cookies, dependendo de como me sentia no dia.”
Ele conversou com a BBC enquanto passava por um restaurante do McDonald’s e outro do Chipotle, a cadeia de comida mexicana cujas vendas cresceram 10% nos três primeiros meses desse ano.
Quincy diz que o McDonald’s faz o sanduíche exatamente da forma como ele gosta: frango bem passado, com cebola roxa e pão com gergelim.
Aos 24 anos e magro, o jovem americano não se preocupa com as calorias e o sal que consome. Mas diz gostar que o restaurante disponibilize aos clientes o valor nutricional dos produtos que vende.
Ele afirma não querer se afastar do McDonald’s. Nem um pouco. Mas enquanto conversa com a reportagem, Quincy bebia um café do Starbucks. As informações são do BCC.
