Zuckerberg revela novas pistas sobre o “Facebook do futuro”

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O Facebook divulgou os resultados do primeiro trimestre deste ano com números acima do esperado pelo mercado, com um aumento de 26% na receita em relação ao mesmo período do ano passado, para US$ 15.077 bilhões.

Em meio às boas notícias, algumas informações dadas pelo CEO Mark Zuckerberg chamaram a atenção – entre elas o aumento de receita por meio de uma plataforma de pagamentos e o plano de dividir a empresa em duas.

Na reunião para investidores, feita após a divulgação de resultados, o executivo deu mais detalhes sobre cada proposta.

Receita deve depender menos de publicidade

Zuckerberg expôs os planos da empresa para, cada vez mais, usar recursos de compra dentro das plataformas do grupo – como o próprio Facebook e Instagram.

Embora a publicidade continue a ser seu principal gerador de receita, o comércio eletrônico é o plano para manter um ritmo de crescimento positivo. “É realmente um espectro contínuo e não são duas coisas diferentes”, disse o CEO.

O Facebook criará mais recursos relacionados ao comércio no Instagram, no Facebook e no Marketplace do Facebook, além de ferramentas que permitem que as pessoas comprem produtos diretamente por meio dessas plataformas.

À medida que mais usuários fazem compras no aplicativo, é provável que marcas e empresas comprem mais anúncios nas plataformas da empresa. Em consequência, esses apps também se tornarão mais valiosos, o que dá margem para o Facebook aumentar o preço de anúncios.

O Instagramlançou recentemente um novo botão de checkout, que permite que os clientes comprem facilmente produtos sem sair do aplicativo. Um grupo de analistas do Deutsche Bank estimou que esse novo recurso poderia atrair U$$ 10 bilhões em receita até 2021.

Zuckerberg também mencionou planos em meios de pagamento. Uma nova plataforma, chamada Payments, está nos planos. Ela vai funcionar como o WeChat Pay, serviço de mensagens da China, por meio da qual o consumidor pode fazer o pagamento diretamente para a empresa que comprou o produto.

“É provável que iremos construir o Payments. A ideia seria: apresentar os produtos por meio das plataformas mais amplas como o Instagram e o Facebook e pagá-los direto no Messenger ou WhatsApp onde o consumidor teria um contato direto com a empresa da qual está comprando”, disse ele.

Zuckerberg disse que esses aplicativos se encaixam bem para esse tipo de serviço. “Tudo é muito íntimo e privado [nas mensagens], então parece ser natural interagir com a empresa no particular para fazer compras também.”

No curto prazo, o Facebook planeja manter taxas baixas ou gratuitas para o serviço, mas isso pode mudar a longo prazo, afirmou o CEO.

Nova divisão do Facebook

No mês passado, Zuckerberg já tinha exposto a ideia um tanto quanto radical de dividir os produtos do Facebook. Ele quer criar dois espaços distintos: um fórum público e um espaço privado criptografado.

Não está totalmente claro o que isso significa na prática, mas provavelmente envolveria uma plataforma com os produtos da empresa como Instagram, WhatsApp e Facebook Messenger para formar um serviço integrado e criptografado – mais seguro, após os escândalos de privacidade.

Zuckerberg  afirmou que a empresa vai se dedicar a essa divisão pelos próximos cinco anos. “Esse será o foco central da empresa”. Ele disse que o Facebook passará pelo menos um ano em consultoria com especialistas, governo e autoridades antes de iniciar esse serviço privado fechado.

“Existem problemas de segurança e conteúdo realmente importantes nas mensagens e, se não formos capazes de ver o conteúdo, precisamos ter certeza de que temos as ferramentas que vão oferecer segurança para lidar com isso”, disse o CEO.

Ele acrescentou que essa nova plataforma reflete uma mudança na abordagem do Facebook para construir produtos.

O diretor financeiro da empresa, Dave Wehner, afirmou que monetizar essa nova plataforma integrada faz parte dos planos futuros do Facebook, mas é uma “prioridade secundária” para a empresa.

 

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