Varejistas recorrem à tecnologia para enfrentar recessão de vendas

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Com o avanço das tecnologias e a popularização dos smartphones, novas soluções estão mudando a forma como o varejo encara a crise econômica. Apesar da queda de 6,7% das vendas em 2016, em comparação com o mesmo período em 2015, calculada pela Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) e divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), alguns varejistas estão indo na contramão desse resultado investindo em inovação para melhorar o gerenciamento da equipe, ajudando assim, a aumentar a produtividade e alavancar vendas. Além disso, muitos ainda buscam soluções tecnológicas para enxugar custos decorrente da rotatividade de funcionários e treinamentos.

O franqueado Roberto Soares, dono de 15 lojas, com 115 funcionários da rede O Boticário em Campinas, optou por usar um app lançado no ano passado, o SER Casting, que mostra para o varejista o desempenho dos funcionários, dá opções de treinamento, dimensiona a equipe e ainda disponibiliza um banco de talentos pré-selecionados.

“Quando você disponibiliza a ferramenta para gestores, no smartphone, eles podem acompanhar mais de perto a equipe. Hoje o mundo é móvel. E além da produtividade, os gerentes acompanham também o financeiro da loja. Tivemos melhoras nítidas, principalmente com relação ao boleto médio que cresceu 10%, com alta de 9% nos itens vendidos por boleto. Isso resultou um ganho aproximado de R$ 700 mil no ano”, conta Roberto Carlos Soares, franqueado proprietário das 15 lojas da rede O Boticário.

O app SER Casting, desenvolvido em Campinas (SP) já está presente em 54 lojas na Região Metropolitana de Campinas, com um total de 309 funcionários usando a ferramenta. As cidades são: Campinas, Vinhedo, Indaiatuba, Pedreira, Mogi Guaçu, Itatiba, Bragança Paulista, Paulínia e Atibaia. Há ainda lojas em São Paulo, Ribeirão Preto (SP), Pato Branco (PR), Canoinhas (SC), Sorocaba (SP), Manhuaçu (MG), Curitiba (PR) e Blumenau (SC).

No último ano, enquanto o faturamento do varejo caiu em média 4,3% em todo país, Soares teve um aumento de 1,4% no seu faturamento bruto, que alcançou a marca anual de aproximadamente R$ 2 milhões por loja.

O SER Casting trabalha com uma área que ainda é pouco explorada no varejo, a de gestão de pessoas. Tradicionalmente, muitos gerentes de operações e donos de lojas e franquias enfrentam dificuldades na hora de qualificar e gerenciar suas equipes de vendas, porque o varejo é dinâmico e dificilmente o gestor consegue tempo para buscar os dados de cada funcionário no sistema e organizá-los em uma planilha, um a um.

Para ajudar a superar esses e outros problemas, o SER Casting fornece, por meio de gráficos, o desempenho de vendas de indivíduos e equipes, os resultados de cada uma das lojas cadastradas e as vendas por categorias de produtos. Além disso, permite que o usuário compare as performances reais com as metas definidas previamente (assinalando os gaps), e administre, por meio do aplicativo – disponível para iOS e Android – o treinamento das equipes.

“Com a ferramenta, a correção de rumo é feita mais rapidamente do que se dependesse de uma planilha de Excel”, diz Soares.

Pelo SER Casting, o empresário pode disponibilizar materiais para que o funcionário realize autotreinamentos via celular, que podem diminuir em até 20% o tempo gasto pelo colaborador para essas tarefas. No case das franquias do O Boticário, essa redução gerou uma economia de aproximadamente R$ 532 mil, além de melhorar o percentual de metas batidas pela equipe que foi para 66%.

Na versão Premium, o SER Casting também oferece um serviço ativo de recrutamento e seleção de vendedores em diferentes regiões. Desta forma, o varejista ganha mais agilidade na hora de contratar um profissional. O recurso visa reduzir as perdas que a troca constante de profissionais e eventuais desfalques de vendedores podem gerar.

“Se eu fico sem uma funcionária, as outras não conseguem repor o mesmo valor de venda e então haverá uma perda financeira. O banco de talentos se faz necessário para reposição imediata, porque os candidatos cadastrados ali já foram previamente entrevistados e selecionados de acordo com o perfil que eu preciso. Muitas vezes se o lojista não tem esse banco ele pode ter uma perda financeira que muitos ainda não se atentam”, conta Soares.

Essa opção é especialmente interessante para lojas de shopping, que sofrem com um turnover que pode chegar a 100% ao ano. Com o case citado, através do acompanhamento dos funcionários pelo app e o investimento em treinamentos, a rotatividade teve uma redução de 43%, gerando um ganho de aproximadamente R$ 250 mil.

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