Startup cria tecnologia que permite que motorista “dirija” dois caminhões ao mesmo tempo

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A startup norte-americana Peloton está aplicando uma ideia diferente no desenvolvido de caminhões autônomos. Para a empresa, pessoas serão imprescindíveis para o sucesso da tecnologia. Por isso, não trabalha para deixar motoristas longe dos volantes, mas também não vê necessidade de ter um em cada caminhão.

Especializada em caminhões, a Peloton apresentou um novo sistema chamado Automated Following. A tecnologia deve ser usada entre dois veículos diferentes, um guiado por um ser humano e outro totalmente autônomo que segue e imita as ações do primeiro veículo.

Utilizando sensores, o software da Peloton permite que o caminhão autônomo “copie” todos os movimentos feitos pelo veículo guiado, formando um híbrido que mescla tecnologia e força humana. “Nós vemos os motoristas como os melhores sensores. Agora, queremos dobrar a sua capacidade produtiva”, afirmou Josh Switkes, CEO da startup, ao Quartz.

Fundada em 2011, a empresa trabalha nesse tipo de solução desde 2013. Ao longo desse período, recebeu US$ 78 milhões em investimento da Volvo e de fundos como BP Ventures e Intel Capital.

Enquanto a startup trabalha no desenvolvimento da tecnologia AUtomated Following, outro já está disponível. mas com maior dependência de motoristas. O PlatoonPro, que já é usado por clientes nos EUA, controla somente os pedais (aceleração e frenagem). Mas a presença de motoristas é obrigatória em todos os veículos. Isso traz benefício para rodagem em combio, que permite que caminhões usem o vácuo gerado pelo veículo à frente para eficiência, com economia de até 7% em combustível.

Não para todos

Mas nem todos estão convencidos da eficiência da técnica. A Daimler, uma das empresas que mais investe em caminhões autônomos, tem recuado seus esforços desde 2018. Em janeiro deste ano, um porta-voz da companhia disse ao Quartz que tecnologias de comboio não estavam se pagando e que, por isso, deixaria de investir num software similar ao longo dos próximos anos.

Fonte Época Negócios
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