Hackers vazam dados cadastrais de 17,9 mil clientes da Netshoes

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O vazamento, publicado no site Pastebin, não continha informações sigilosas, como número de cartão de crédito ou senhas, mas pode servir para orquestrar golpes e spam com base no endereço dos clientes. Em nota, a empresa nega que tenha havido uma invasão aos seus sistemas. A Netshoes entrou com um pedido na Justiça para tirar do ar o conteúdo das planilhas, o que foi acatado. “A companhia reforça que tais dados não incluem informações bancárias, de cartões de crédito, ou senhas de acesso, e reitera o compromisso com a segurança de seus ambientes tecnológicos, a fim de garantir a proteção das informações de sua base de consumidores”, diz a Netshoes.

O banco de dados também pode ser cruzado com outras bases que contenham informações mais críticas, tornando possível a identificação de dados sigilosos dos clientes, diz o advogado Victor Hugo Pereira Gonçalves. “O Netshoes é responsável pelos dados de seus clientes, e pode ser processado por danos morais e materiais caso aconteça alguma fraude”, afirma.

MARCO CIVIL

O Marco Civil da Internet, de 2014, determina que empresas não podem fornecer dados a terceiros sem autorização. “Mas poucos entram na Justiça para pedir indenizações em casos assim”, diz o advogado. Advogados e ativistas pleiteiam a aprovação de uma lei que defina o que são “dados pessoais” e introduza punições específicas para casos como esse. Há um projeto de lei de proteção de dados de 2012 que tramita na Câmara dos Deputados.

Fonte Folha de S. Paulo
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