Facebook fornece dados de usuários a 60 empresas diferentes, como Apple e Amazon, revela jornal

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Novas informações obtidas pelo jornal The New York Times mostram que o Facebook tem acordo de compartilhamento de dados de usuários e seus amigos com cerca de 60 fabricantes de dispositivos eletrônicos, entre elas a Amazon, Apple, Samsung e Microsoft.
O compartilhamento já acontece há uma década, disseram funcionários da rede social ao periódico norte-americano, em acordos que davam às empresas o acesso a informações de usuários mesmo sem a autorização destes. Entre os dados que foram fornecidos estão status de relacionamento, religião, direcionamento político e eventos a serem comparecidos.

Em troca do acesso aos dados, as empresas permitem ao Facebook ampliar seu raio de ação, deixando as fabricantes livres para oferecer aos clientes alguns dos serviços mais populares do grupo de Zuckerberg, como botões de curtidas e catálogos de endereços.

Parte desses contratos teriam sido interrompidos em abril, quando o Facebook se viu envolvido no escândalo da empresa Cambridge Analytica, empresa ligada à campanha presidencial de Donald Trump que teve acesso a informações sensíveis de bilhões de usuários da rede social. A maioria dos acordos, entretanto, ainda está vigente.

Ime Archibong, vice-presidente do Facebook, respondeu à denúncia afirmando que cedeu o acesso aos dados de usuários a empresas, mas “apenas para que os aparelhos tivessem a rede social em uma época que não existiam aplicativos”.

“Nos primeiros dia da época mobile, não existiam aplicativos. Por isso, empresas como o Facebook, Twitter, Google e YouTube tinham que trabalhar diretamente com os fabricantes de sistemas operacionais para que seus produtos chegassem às mãos das pessoas”, disse o VP, ressaltando que os acordos impediam o uso das informações para determinados fins e que somente com a autorização dos usuários.

“Ao contrário dos desenvolvedores que oferecem jogos e serviços aos usuários do Facebook, nossos parceiros fabricantes de dispositivos só podem usar os dados do Facebook para promover versões da ‘experiência do Facebook’, completou.

Fonte InfoMoney
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