ERP na nuvem reduz em 80% custos em infraestrutura de TI em supermercados

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O índice de perdas no varejo brasileiro teve, em 2017, uma queda de 5,7% em relação ao ano passado, de acordo com a pesquisa Perdas no Varejo, realizada pela Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC). O setor de supermercados continua sendo o mais afetado pelo problema. Na média, 1,32% do faturamento das empresas pesquisadas é perdido por furtos, roubos e quebras operacionais. O setor supermercadista lidera a estatística com perda de 1,97% do faturamento.

Gestão é o principal motivo de perdas no varejo – A pesquisa ainda revela que o varejo não consegue identificar grande parte de suas perdas. Na média, 0,75% do faturamento é perdido por causas não identificadas e 0,69%, por causas identificadas. Das causas identificadas, a mais relevante são as quebras operacionais (33,1% do total), seguidas por furtos externos (20,99%) e furtos internos (13,31%), embora esses números variem muito dependendo do segmento analisado.

“Um dos maiores desafios do varejista continua sendo o gerenciamento. Seja ele dono de uma única unidade ou de uma rede. Saber o que acontece no comercial e financeiro é uma vantagem que ele precisa para competir no mercado e tomar uma boa decisão. Se essas informações não forem seguras, corretas e atualizadas pode levá-lo a ter perdas bilionárias”, explica André Gomes, CEO da Bluesoft. Em 2016 o varejo havia movimentado R$ 2,68 trilhões, mas perdeu 1,32% do faturamento. Isso representou um volume perdido de R$ 35,4 bilhões, segundo a SBVC.

ERP é aliado na gestão – E é de olho nesse cenário que tanto os pequenos, como os grandes varejistas estão, cada vez mais, buscando combater o índice de perdas com sistemas de gestão empresarial eficiente. Um sistema que promova a gestão desde o faturamento até o balanço contábil, de compras a fluxo de caixa, de apuração de impostos a administração de pessoal, de inventário de estoque a contas a receber, do ponto dos funcionários ao controle do maquinário da fábrica. “O varejista precisa de uma solução segura, eficiente e que lhe traga retorno. Com um sistema em nuvem e eficiente, como é o caso do ERP, ele tem a vantagem de acessar informações do seu negócio a qualquer momento, inclusive, à palma da mão”, explica André.

O ERP (Enterprise Resource Planning ou Planejamento dos Recursos da Empresa), é um sistema de gestão empresarial integrada. Sua função é apoiar as empresas no controle total de suas informações, integrando e gerenciando dados, recursos e processos para que as companhias tenham maior assertividade na tomada de decisão e sucesso nos negócios. Ou seja, é um sistema capaz de cuidar de todas as atividades diárias de uma empresa, sejam elas administrativas ou operacionais. Com o Bluesoft ERP, diariamente, a ferramenta gera mais de 9.800 pedidos de compra, emite mais de 540 mil cupons fiscais, realiza mais 12 mil pagamentos, recebe mais de 9.800 notas fiscais por NF-e’s, fatura mais de 3.420 NF-e’s e audita mais de 60.200 lançamentos contábeis.

Investimento “sem custo” – Sabendo disso é que, tanto o Supermercado Barbosa, quanto o Supermercado Da Praça, apostaram na adoção do software para crescer e estruturar seus respectivos negócios.

Em 2009, segundo David Reis, gestor de TI do Supermercado Da Praça, a rede contava com apenas 18 lojas e o maior desafio para eles era a integração das áreas. “Antes a integração não era 100%, não era eficaz. Haviam alguns sistemas que eram dedicados para financeiro, outro para estoques, outro para fiscal e contábil, e assim por diante. Isso gerava custo e perdas para nós por conta da demora dos processos e da falta de informação, como perda do recebimento e pagamento, ruptura no estoque, entre outros”, explica o executivo.

Atualmente, o Supermercado Da Praça possui 30 lojas na cidade de São Paulo, Atibaia e Bragança Paulista gerando mais de 1600 empregos diretos. “Foi por conta do ERP que pudemos crescer e expandir de forma segura e firme. A informação em tempo real e da integração das áreas foi fundamental para que pudéssemos tomar uma decisão muito mais assertivo, por exemplo. Ainda mais quando toda a solução é feita na nuvem, temos à disposição informações cruciais à palma da mão. Se não fosse isso, além da falta de conectividade, teríamos um custo médio de R$ 200 mil reais a mais só de compra de infraestrutura”.

O ERP Bluesoft é na nuvem, isso gera uma economia média de R$ 500 mil reais porque para sua operação é necessário, apenas, internet. “Com nosso sistema, ele só precisa ter internet. Se não fosse isso, seria necessário um investimento mais ou menos R$ 500 mil na contratação de hardware”, explica André Faria, CEO da Bluesoft, o que gera uma economia de cerca de 80% para o varejista. Arandir ainda reforça “o custo benefício é enorme para a área de TI porque, além do desenvolvimento do sistema, eles fazem a gestão da estrutura tecnológica. Para o dia a dia da empresa isso é fantástico e reflete no resultado da operação que passa a cuidar da infra do supermercado”.

A solução em nuvem foi um dos principais diferenciais pelo qual Hélio Pereira, gerente de tecnologia da informação, optou pelo ERP Bluesoft. “Desde 2005, quando adotamos o ERP em nossa operação, a solução já era na nuvem. Isso gerou uma economia muito grande porque, com outros softwares, teríamos que montar um data center interno e renovar os hardwares da empresa a cada três anos, só isso resultaria num baita investimento. Em nuvem, isso não ocorre. Eu posso contratar um datacenter em nuvem, por exemplo, e não me preocupar com backup. E se por acaso a demanda aumentar, com um clique eu mudo. Até porque não é um serviço que compro de forma avulsa, sistema e nuvem, eles são integrados na Bluesoft”, explica. Recentemente, a solução virou aplicativo o que apoiou ainda mais a operação do varejista. “Conseguimos visualizar online e na palma da mão a situação da empresa, como as vendas, o desempenho das lojas, os produtos mais vendidos etc. Ter essa liberdade dá uma boa vantagem competitiva para qualquer negócio”, conta Hélio.

Em 2005, o Supermercado Barbosa possuía duas lojas. Hoje, com sede em Guarulhos, a rede possui 30 lojas entre elas, na capital paulista, Tatuí, Osasco, Jandira, Rio Claro e Sorocaba. A adoção ao ERP veio do plano de negócios da empresa em expandir, porém, com duas unidades sentiam dificuldade em fazer gestão porque tudo era feito manualmente, então, não poderiam arriscar em abrir mais lojas sem antes resolver esse problema. “Adotar o ERP Bluesoft foi fundamental para a gestão do nosso negócio. O varejo inova todo dia, precisávamos acompanhar isso, e quando surge algo novo e precisamos de apoio nesse sentido, não precisamos esperar a atualização anual do software porque nosso parceiro de tecnologia o faz o quanto antes. Quando precisamos de algo mais específico, relevantes para o negócio, eles o desenvolvem e compartilham sem custos adicionais também. Ou seja, além da economia que fizemos em relação aos hardwares, temos também a eficiente a nosso favor diariamente”, explica Hélio.

Foco no custo – Os desafios do varejo são muitos e é por isso que o conceito de Centro de Custos tem ganhado força. Além da ferramenta em nuvem, agora é possível criar centros de custo no Bluesoft ERP para que o dono do supermercado, seja ele pequeno, médio ou grande gere um resumo financeiro claro sobre seus gastos, produtos e serviços oferecidos para agilizar a sua tomada de decisão. Hoje em dia, empresas de médio e grande porte costumam subdividir os centros de custos em sub-seções menores que, apesar de executar as mesmas operações, geram despesas ou receitas diferentes. “Uma consequência de usar centros de custo é a possibilidade de se determinar verbas para cada um deles. Dessa maneira, você pode fazer uma melhor previsão financeira da sua empresa e dar mais autonomia para as áreas e projetos gerirem seus negócios”, explica André.
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