Conheça o segredo da Rappi: startup unicórnio, sucesso no ramo de entregas

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A tecnologia tem invadido a vida das pessoas de maneira tão voraz que, provavelmente, o sujeito que usava internet discada nos anos 1990 nunca tenha imaginado um cenário como o de hoje em dia.

Pagar contas, arrumar um encontro amoroso, pedir comida, conseguir um goleiro para completar o time do futebol com a galera (por que não?), enfim, os desejos mais aleatórios podem ser resolvidos com praticamente um clique. Não é à toa que a história de sucesso da Rappi chamou tanto a atenção dos participantes da 10ª edição do Fórum E-Commerce Brasil.

Fernando Vilela, head de Growth da empresa, contou na palestra “Rappi: Business Case” a história de sucesso da startup, fundada na Colômbia, em 2015, e que hoje está presente em sete países da América Latina: Brasil, Peru, Chile, Uruguai, Colômbia, México e Argentina.

Fernando Vilela, head de Growth da empresa/Foto: Elígia Aquino

Os números relacionados à companhia são grandiosos. Mais de três mil funcionários, US$ 1,7 bilhão em investimentos (R$ 6,41 bilhões), cem mil entregadores, 80 mil parceiros, 9,3 milhões de usuários ativos e 40 cidades.

O negócio tem se mostrado tão promissor que a Rappi recebeu um investimento de US$ 1 bilhão do fundo Softbank, o que fez com que o valor da empresa ultrapassasse os US$ 3 bilhões. Só no Brasil, a companhia tem crescido cerca de 30% ao mês. “Nosso sonho é ser o maior player digital da América Latina”, salientou Vilela.

Vilela explicou que o marketplace da empresa é focado em quatro players: usuários (consumidores), Rappis (como são chamados os entregadores da empresa), parceiros (supermercados e restaurantes, por exemplo) e marcas.

Segundo ele, o diferencial da companhia está em sua proposta de valor que inclui o fato de ser um app para os mais diversos tipos de serviços, incluindo entregas 24 horas diariamente, sete dias por semana e cobrar os mesmos preços que as lojas com as quais tem parceria.

Atraindo mais público

A prioridade da Rappi hoje é trazer novos usuários para sua base de clientes de qualidade – aqueles que são fieis à marca. Dessa forma, usam critérios para avaliar qual o melhor canal de abordagem desse público. “Qual o custo de trazer o usuário? O tempo que ele fica? E quanto ele consome? Essas são algumas das perguntas que temos que responder”, exemplificou Vilela.

Google, Facebook, Instagram e Twitter estão entre as principais apostas da empresa na prospecção de novos clientes. Porém, o maior investimento para a expansão da marca é feito por meio de influenciadores digitais e referral.

A empresa também não perde a oportunidade de expor a marca laranja com um grande bigode, como fez na última Copa São Paulo de Futebol Júnior, por exemplo, na qual, além de distribuir bonés ao público do estádio, colocou um entregador em campo para levar a bola que seria usada na final ao juiz (veja no vídeo abaixo).

Uma grande diferenciação da marca é pensar na personalização do serviço. Vilela contou que “a maioria dos serviços oferecidos nasceu do botão ‘Qualquer Coisa’”. Quando o usuário pede algo por ali, eles estudam a viabilidade e acrescentam ao menu a ideia, algumas delas bem diferentes, como acompanhar clientes à endoscopia, entregar trabalho na faculdade e subir para assinar a lista de presença ou, ainda, ser o goleiro que faltava para completar o time.

O especialista finalizou a apresentação com algumas dicas que considera fundamentais na trajetória bem sucedida da Rappi até aqui:

  • Problemas geram negócios;
  • Marketing é muito mais que um logo ou branding puro hoje em dia;
  • Muito foco no digital;
  • Nunca perca oportunidades e
  • Escute os anseios de seus clientes. “O importante é sempre estar atento”, concluiu.
Fonte e-commerce Brasil
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