Apps mais baixados em quarentena revelam novas necessidades

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O período de quarentena no Brasil e no mundo por conta da pandemia do novo coronavírus tem provocado mudanças no dia a dia das pessoas, que se veem diante de uma nova rotina e novas necessidades.

O trabalho de home office pode trazer uma série de novos desafios, assim como passar vinte e quatro horas dentro de casa, sozinho ou com a família, revela questões de arquitetura e design antes ignoradas. Essas mudanças de hábito refletem nos apps baixados pelos consumidores. Diante de um nova demanda, todos correm para encontrar o app que pode supri-la.

Novos dados da Priori Data, com os apps mais baixados nos Estados Unidos na semana de 26 de março e 1º de abril, mostram que a necessidade de reuniões de trabalho remotas tem falado mais alto.

O app de videoconferências Zoom foi o mais baixado no período, com 3,2 milhões de downloads. A necessidade de fazer home office e de também estudar a distância, mantendo contato com equipes de trabalho, colegas e professores, fica ainda mais evidente com outros apps que aparecem no top 9, como o Hangouts Meet (1,2 milhão de downloads), o Google Classroom (1,1 milhão) e o Microsoft Teams (700 mil).

Nenhum destes quatro apps apareciam em rankings mundiais de janeiro ou fevereiro, por exemplo, antes da quarentena instituída em todo o mundo (embora a cidade chinesa de Wuhan, epicentro da pandemia, já estivesse de quarentena, por exemplo). Dados da Sensor Tower mostram que, em fevereiro, o top 10 de apps mais baixados no mundo não trazia nenhum app “de trabalho”, apenas apps de redes sociais de entretenimento (YouTube, Facebook, Instagram, Snapchat) ou apps de comunicação “informal”, como WhatsApp e Facebook Messenger.

Os dados da Priori Data sobre os EUA revelam, também, outra necessidade dos tempos de isolamento, para além da vida profissional e acadêmica: a necessidade de entretenimento. Três apps da lista entram nessa categoria: o fenômeno Tik Tok (segundo mais baixado do período, com 1,9 milhão de downloads), que mistura música e vídeo, e dois apps de jogos: Perfect Cream e Save The Girl.

A necessidade de notícias e informações durante a quarentena, principalmente para acompanhar em tempo real o desenrolar da pandemia, fica clara com a presença do app News Break na lista, com 800 mil downloads.

O novo app Houseparty, o quarto mais baixado nos EUA, com 1,1 milhão de downloads, chama a atenção. Ele serve para chamadas de vídeo, mas se propõe a ser um momento de diversão com amigos, criando uma “festa virtual”, não para ser usado no trabalho. O app tem causado polêmica, contudo. Usuários têm relatado que o aplicativo rouba dados pessoais, até mesmo senhas bancárias e de cartão de crédito. Ele já foi baixado mais de 10 milhões de vezes no mundo.

Mais downloads e mais gastos com apps

A solução de problemas em tempos de quarentena via aplicativo aparece, também, no volume de downloads no período. Dados do App Annie mostram que, no primeiro trimestre de 2020, os downloads mundiais no Google Play (para smartphones Android) cresceram 5% em relação ao mesmo período de 2019, atingindo 22,5 bilhões de downloads. Já na App Store da Apple (para smartphones iOS), os downloads cresceram 15%, atingindo 9 bilhões.

Números da App Annie também mostram um recorde trimestral de gastos com apps (downloads de apps pagos, portanto): o primeiro trimestre de 2020 foi o maior da história em gastos com apps no mundo. Os consumidores gastaram US$ 23,4 bilhões de em lojas de app (US$ 15,1 bilhões em apps iOS e US$ 8,3 bilhões em apps do Google Play).

Confira os rankings:
Top 9 – Apps mais baixados nos EUA entre 26/3 e 1/4 (Priori Data)

1. Zoom – 3,2 milhões

2. Tik Tok – 1,9 milhão

3. Hangouts Meet – 1,2 milhão

4. Houseparty – 1,1 milhão

5. Classroom – 1,1 milhão

6. Perfect Cream – 900 mil

7. News Break – 800 mil

8. Save The Girl – 800 mil

9. Microsoft Teams – 700 mil

Top 10 – Apps mais baixados no mundo em janeiro e fevereiro de 2020 (Sensor Tower)

1. Tik Tok

2. WhatsApp

3. Facebook

4. Instagram

5. Messenger

6. Likee

7. SHAREit

8. Snapchat

9. YouTube

10. Helo

Fonte Exame.com
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