A integração da Realidade Virtual com o comércio eletrônico vai transformar o varejo

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Por Marcos Gouvêa de Souza

O comércio eletrônico é um caminho sem volta no varejo. O problema é que tem sido cada vez mais complexo conseguir rentabilizar a operação.

A combinação da conveniência de poder escolher, analisar, avaliar e comparar produtos, marcas, lojas, serviços, preços, condições e custo de entrega, além das opiniões, experiências e resenhas de outros consumidores, tudo à distância de um “click”, criou um cenário, ao mesmo tempo, deslumbrante em oportunidades, porém profundamente desafiador.

O resultado é que os maiores operadores em e-commerce do mundo lutam para rentabilizar seus negócios ante tanto poder colocado nas mãos dos omniconsumidores.

No plano macroeconômico global, o resultado é uma enorme pressão sobre a rentabilidade dos negócios, pela exponenciação da competição, nunca antes tão exposta a um poder tão grande e concentrado dos consumidores.

Esse cenário macro determinou a opção dos operadores em implantar e desenvolver os “marketplaces”, alterando o modelo básico inicial de negócio dos e-commerces, baseado na revenda de produtos e serviços de sua propriedade, mais sujeitos a essa pressão competitiva.

Marcos Gouvêa de Souza é fundador e diretor-geral do Grupo GS& Gouvêa de Souza.

Operadores como Amazon, Alibaba,Walmart, Carrefour, Magazine Luiza, Via Varejo, Americanas e todos que podem, passaram a colocar mais ênfase em seus marketplaces, onde suas receitas vêm dos serviços prestados para outras marcas, em paralelo à comercialização de sua própria linha de produtos e serviços.

Nesse modelo, o mix de rentabilidade na venda de seus produtos com as comissões dos marketplaces resgata os resultados do negócio, tornando-o mais interessante, mas, ainda assim, muito competitivo, pois a compra é, fundamentalmente, uma compra racional, baseada em fatos, fotos, ilustrações e comparação de custos e benefícios.

O componente emoção, característica do canal tradicional de lojas, pelas suas vertentes de design, atendimento, serviços, cores, aromas, formas, sons e outros elementos, fica em segundo plano. Quando não inacessível e, por conta disso, a razão predomina no processo de compra.

A combinação mágica

A possibilidade de conjugar todas as vantagens e conveniência do comércio eletrônico com a emoção da compra proporcionada por experiências, formas, cores, movimentos, sons e sensações físicas e olfativas da Realidade Virtual, muito em breve irá novamente equilibrar razão e emoção no momento da compra.

Como consequência, irá também reconfigurar a equação de rentabilidade para os operadores.

Quando os Omniconsumidores 2.0, aqueles que integram também o VR-Commerce entre suas opções de canais, podem conjugar as emoções proporcionadas pela Realidade Virtual com tudo que tem se criado, desenvolvido e aprendido no e-commerce, estamos criando o mais disruptivo canal de varejo, muito mais envolvente, rico em experiências e possibilidades do que simplesmente as alternativas hoje possíveis no comércio eletrônico.

O resgate da emoção no ambiente do e-commerce tem o poder de transformar todo o cenário de varejo, em especial, à medida que essa alternativa passe a ser acessível nas residências dos consumidores, saindo do ambiente restrito de shoppings, centros de negócios, hospitais, aeroportos, estações ou quaisquer outros pontos de interesse comercial.

O crescimento do VR-Commerce nos próximos anos terá um impacto muito maior do que o surgimento do e-commerce, que transformou o varejo e será, em breve, apenas mais um vetor na integração da Realidade Virtual com o comércio digital.

Esse novo canal já está acessível pelo domínio de todo o processo de integração dessas tecnologias e permite que os omniconsumidores possam “viajar” nos mais interessantes locais e com um elenco de experiências único, quando da escolha dos produtos que desejam, podendo analisar, escolher e comparar dentro do ambiente de Realidade Virtual e concluir a compra e o pagamento, bem como optar pela escolha de quando e como receber o produto.

Muito em breve, num shopping ou numa loja perto de você e, em seguida, em sua casa.

 

Fonte Mercado & Consumo
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