“Não vemos impacto significativo da fusão entre Carrefour e BIG para o nosso negócio”, diz CEO do Assaí

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Fruto de uma cisão recente do GPA, o gigante do atacarejo Assaí está otimista com 2021, apesar da pandemia de coronavírus. A rede já tem 184 lojas espalhadas pelo país e planeja abrir de 25 a 28 outras unidades ainda este ano.

Segundo o CEO da companhia, Belmiro Gomes, é esperada para 2021 uma retomada da demanda vinda de pequenos e médios comércios que se abasteciam através do Assaí e que tinham ficado fechados ou sem reposição em 2020 por causa das restrições de circulação de pessoas, que por sua vez afetaram as vendas.

“São cerca de 1,8 milhão de pequenos e médios comerciantes que fazem reposição de seus estoques comprando em nossas lojas”, disse o executivo em live do InfoMoney na sexta-feira (26). “Por outro lado, vimos um aumento considerável de pessoas físicas em nossas unidades, já que o atacarejo é conhecido por ter preços mais baixos”, completou. 

Apenas no ano passado, em plena pandemia de Covid, o Assaí conseguiu inaugurar 19 novas lojas — e as movimentações da concorrência não assustam a companhia. Nesta semana, o rival Carrefour anunciou a compra da rede BIG por R$ 7,5 bilhões.

“O que a gente imagina é que algumas lojas devem ser transformadas em Atacadão [braço de atacarejo do Grupo Carrefour], mas lojas que já existem, e em muitas delas já estamos próximos, então não vemos um impacto significativo dessa fusão sobre nosso negócio”, avaliou Gomes.

O CEO destacou que o Assaí está entre as 15 maiores companhias brasileiras por faturamento bruto anual e entre as 10 maiores em números de funcionários: “ficamos tão grandes que já éramos maiores que o GPA, por isso nosso controlador, Casino, resolveu pela cisão”, explicou.

le comentou ainda que, além da expansão de lojas, a rede também deve investir em tecnologia — o que inclui um possível e-commerce para que pequenos e médios comércios possam reabastecer seus toques, descartando uma iniciativa do tipo, por ora, para o consumidor final, pessoa física. “A operação de delivery de alimentos é muito complexa”, disse.

Daniella Sabbag, CFO do Assaí, destacou as iniciativas ESG da marca — entre elas os painéis de energia fotovoltaica nas lojas e os cargos de liderança para mulheres na hierarquia da companhia. A executiva também falou sobre remuneração aos acionistas.

“Temos a política de pagamento de 25% do lucro em dividendos. A medida que a gente vai desalavancando a companhia, e com a nossa forte geração de caixa isso deve acontecer rapidamente, aí teríamos espaço para aumentar. Mas não é uma discussão que está na mesa hoje”, afirmou.

O endividamento da empresa é herança da cisão do GPA. “Quando o GPA adquiriu o grupo Éxito, ele ficou bastante alavancado. Na cisão, metade veio para nós e metade ficou com eles”, explicou Gomes. Os executivos falaram ainda sobre gestão de estoques da marca e como ela foi alterada por causa da demanda na pandemia.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte Infomoney
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