Faturamento do atacado cresce em termos nominais

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A pesquisa mensal da ABAD (Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores de Produtos Industrializados), apurada pela FIA (Fundação Instituto de Administração), mostrou crescimento do faturamento do setor atacadista distribuidor em termos nominais. A alta foi de 9,18% em agosto na comparação com o mesmo mês de 2015. No acumulado até agosto, ante o mesmo período do ano passado, a expansão atingiu 8,37%.  Já em relação ao mês de julho, o crescimento foi de 2,36% em agosto. O levantamento leva em consideração o faturamento de um conjunto representativo de empresas que fornece números preliminares sobre o setor.

Em termos reais (deflacionados), o faturamento ainda sofre o impacto da inflação acumulada em 2016. Houve crescimento de 0, 19% em agosto na comparação com o mesmo mês de 2015 e de 1,91%, em relação ao mês de julho. Mas, no acumulado do ano, de janeiro a agosto, o faturamento apresentou queda de -0,97% em relação ao mesmo período do ano passado.

“A proximidade das festas de fim de ano e o arrefecimento da inflação vão contribuir para que o faturamento real do setor volte a ser positivo em 2016, ainda que seja um pequeno crescimento de 1%. A expectativa é de que a nova condução da política econômica, com debates sobre reformas estruturais importantes, tragam de volta o cenário estável, preparando o país para voltar a crescer de forma sustentável”, José do Egito Frota Lopes Filho, presidente da ABAD.

A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), índice oficial do país, fechou setembro com alta de 0,08%, ante uma variação de 0,44% em agosto, segundo informou o IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas, nesta sexta-feira, dia 7. E o menor índice para o mês de setembro desde 1998. A taxa acumulada no ano foi de 5,51%. Em 12 meses, o índice ficou em 8,48%.

De acordo com Termômetro de Vendas da ABAD, também apurado pela FIA, que oferece uma projeção para o mês recém-terminado (setembro), no acumulado do ano, o faturamento mantém o ritmo de crescimento. A variação nominal apresenta alta de 8,16% de janeiro a setembro em relação ao mesmo período de 2015.

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