Atacadão projeta passar de 214 para 250 lojas até fim do ano

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O diretor-presidente do Atacadão, Roberto Müssnich, afirmou que a empresa manterá todos os planos de investimento e contratação para 2021, mesmo diante do cenário de pandemia. “Estamos com 214 lojas. Queremos chegar no final do ano com mais de 250 lojas no Brasil inteiro”, disse o executivo ao Valor Econômico.

O executivo explicou que no ano passado foram abertas 13 novas lojas, além das unidades do Makro. “Faz 3 anos que criamos plano para abrir no mínimo 20 lojas ao ano”, prevê.

Para o ano que vem, a meta é abrir 45 lojas. Ele mesmo disse que pode haver atraso na abertura por causa da pandemia, mas aposta que isso não será problema. “Nesse ano temos 25 lojas como meta para expansão orgânica. E temos mais 18 lojas da reposição das 30 lojas que adquirimos do Makro ano passado. Fizemos seis conversões do Makro no ano passado e nesse ano vamos fazer o restante”, disse.

O executivo afirmou também que os investimentos estão mantidos e que as contratações vão acontecer. “Devemos fechar o ano com mais de 70 mil colaboradores. Estamos gerando 16 mil novos empregos, principalmente no primeiro emprego. Estamos investindo quando todo mundo vai na contramão”, analisa o executivo.

Roberto Müssnich, diretor presidente do Atacadão

Müssnich destacou que não está nos planos da empresa realizar um “desmembramento” do Atacadão, nos moldes do que foi feito pelo Grupo Pão de Açúcar (GPA) com o Assaí. “A situação do nosso grupo no Brasil é diferente do nosso competidor”, disse.

O Atacadão é controlado pela empresa francesa Carrefour. Ele explicou que o grupo hoje tem um ecossistema equilibrado no país. “Hoje o Atacadão representa 70% das nossas vendas.

Temos ainda um hipermercado que mostra valor, mostra claramente que tem espaço do consumidor para esse tipo de negócio. Temos drogaria própria, bancos”, disse.

O diretor-presidente do Atacadão disse que, mesmo na crise da pandemia, o grupo tem conseguido elevar na média em um dígito o volume de vendas neste ano. “Na venda mesmas lojas temos percentual bastante crescente de volume. Temos a eficiência do setor e a escala que trabalhamos permite repassar essa eficiência em termos de preço.”

Ele explicou que o foco do grupo é ganhar mais pelo volume de venda e não pelo aumento de preço. “Escala para nós é importante. É o jeito que a gente trabalha”, disse.

Müssnich disse que as vendas foram impactadas no ano passado pela pandemia, uma vez que metade delas é feita para o comércio e, deste total, cerca de 20% é de bares e restaurantes, que tiveram de ficar fechados por diversas vezes no ano passado.

“Com o fechamento, esse pessoal não veio se abastecer porque estava fechado. Agora o pessoal aprendeu a fazer para vender no take-away”, disse. Hoje, entretanto, esse consumidor empresarial foi substituído pelo consumidor final. “O engraçado é que no ano passado, quando vínhamos estudando os packages, embalagens para o setor do restaurantes, ficamos preocupados deles não terem saída. Fizemos reajuste rápido, mas o consumidor final começou também a comprar embalagens mais econômicas. Foi um bom equilíbrio”, disse.

Em termos de mercado para o ano, ele disse que o grupo vê para 2021 uma repetição de 2020. “Embora tínhamos pensado que nós tínhamos nos livrado da pandemia, vemos novo pico de morte e contágios e isso impacta nossos negócios”, disse. A boa notícia para este ano, segundo Müssnich, está na estabilidade de preço das commodities e da inflação. “Em fevereiro, pela primeira vez, os preços de commodities como arroz e soja caíram. Isso é bom. Existe normalização do mercado. Estamos vendo inflação mais controlada nesse período de tempo”, afirmou.

 

 

 

 

 

 

Fonte Exame
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