A Transformação Digital chegou ao atacado distribuidor

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Por Adriana Bruno

O segundo painel apresentado na ABAD 2019 trouxe como tema “A Transformação Digital do Atacado Distribuidor” e reuniu um time de peso para levar informações estratégicas para o público participante. Com mediação de Eduardo Terra, presidente-executivo da Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo e apresentação de Leonardo Severini, vice-presidente da ABAD, Ana Paula V. Maniero, gerente de Engajamento Setorial da GS1 Brasil, Márcio Cruz Lopes, diretor de Desenvolvimento de Negócios do Grupo KION Dematic e Kai Philipp Schoppen, presidente da Infracomerce, o painel traçou um panorama sobre o impacto dessa transformação nas operações do atacadista distribuidor, apresentando tendências e, especialmente, como essa mudança cultural deve elevar o negócio do atacado distribuidor a um novo patamar dentro da cadeia de abastecimento. “Um dos desafios do atacado é ter capilaridade, vascularização, ou seja, estar presente para o cliente e fica difícil pensar em alcançar esse objetivo sem ser digital”, comentou Terra. Para ele, a transformação digital faz parte de uma mudança de cultura que não irá acabar com a essência da empresa, pelo contrário, irá usar essa essência para aprimorar o negócio.

As apresentações

Em sua apresentação, Ana Paula V. Maniero destacou a importância da qualidade e da utilização dos dados para garantir uma operação mais eficiente e sustentável ao atacado distribuidor. “Vivemos na era da informação e é fundamental que o canal indireto inclua na agenda investimentos a obtenção de dados confiáveis e seguros”, disse. Segundo Ana Paula, uma pesquisa da GS1 Brasil aponta que 80% dos dados que as empresas têm hoje, apresentam alguma inconsistência e que 60% dos códigos estão duplicados. “Outro dado mostra que 83% dos profissionais enxergam melhorias na eficiência das operações quando se investe em qualidade de dados”, revelou.

Uma das preocupações dos atacadistas distribuidores quanto às operações digitais no B2B é a relação com os RCAs. Para Kai Schoppen, ambos só tem a ganhar. “Um RCA que faz de seis a oito visitas ao dia passaria a fazer de 10 a 12 contatos, sem sair da empresa, se a operação fosse digitalizada. Aumentando, inclusive, o seu ganho mensal. É importante que a direção da empresa deixe claro que os RCAs continuarão ganhando, mesmo nas operações digitais”, comentou.

Outro aspecto da Transformação Digital é o ganho de produtividade e competividade. “O estoque é o pulmão das operações e com a transformação digital nasce uma tendência em que as empresas tenham centros de distribuição regionais ainda menores no futuro. Até mesmo dentro da própria operação do varejista. Um dos desafios da Transformação Digital é atender os pedidos com maior velocidade”, falou Márcio Lopes.

Já Leonardo Severini reforçou que a Transformação Digital não é uma intenção e sim um hábito que se não for praticado não levará a lugar algum. “Não adianta ter agenda se não pratica”, disse. Severini ainda afirmou que estar aberto à Transformação Digital não significa mudar a essência da empresa. “É a essência que sustenta a empresa”, falou.

Ao final do painel, os palestrantes foram desafiados por Eduardo Terra a definir a Transformação Digital no Atacado Distribuidor em uma palavra ou frase, confira:

 

  • Márcio Cruz Lopes  – Reinvenção
  • Kai Philipp Schoppen – Lição de casa
  • Ana Paula V. Maniero – Não mude agora, mude “ontem”
  • Leonardo Severini  – Transformação Digital gera eficiência e eficiência gera economia

 

 

 

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