Mercado Livre conversa com o governo sobre Correios

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O comando do Mercado Livre afirmou ontem que a companhia continua atenta à discussão sobre um possível leilão de privatização dos Correios e mantém conversas com o governo sobre o tema. “Continuamos conversando e apoiando o governo nas conversas sobre o processo dos Correios. Estamos na mesa conversando com as partes interessadas. Sendo o maior cliente dos Correios, acredito que é importante que a gente tenha bom diálogo com o comprador dos Correios”, disse Leandro Bassoi, vice-presidente de Mercado Envios, braço logístico do grupo.

Bassoi afirmou que a companhia avalia também ampliar a frota de aviões no ano que vem, mas não deu um número específico. No dia 4, o Mercado Livre anunciou investimento em frota própria de aviões, batizada como Meli Air.

São quatro aviões, operados por Azul, Latam Cargo, Total Linhas Aéreas e Sideral Linhas Aéreas, com operação dedicada a entregas do Mercado Livre. O objetivo é ampliar as entregas realizadas em 24 horas a partir de seus centros de distribuição de São Paulo e da Bahia. Hoje 70% das encomendas atingem esse prazo. A ideia também é reduzir a dependência em relação aos Correios.

A companhia anunciou, na semana passada, cinco novos centros de distribuição no país, que juntos somam 340 mil metros quadrados. Serão duas novas unidades em Cajamar (SP), uma em Guarulhos (SP), outra em Governador Celso Ramos (SC) e a quinta em Extrema (MG). A expectativa é dobrar o número de empregos com as novas centrais, com a contratação de 13,5 mil pessoas.

Os projetos fazem parte dos investimentos de R$ 4 bilhões do grupo no Brasil este ano. Os valores para 2021 não estão definidos, mas devem superar esse patamar. “Ainda não sabemos dizer quanto, mas o investimento vai ser maior que R$ 4 bilhões”, disse Fernando Yunes, vice-presidente sênior.

O executivo disse que a companhia tem reforçado investimentos em logística para construir uma estrutura robusta, capaz de atender o crescimento do comércio eletrônico esperado para o país. Segundo ele, os canais digitais chegaram a representar 15% das vendas no varejo no início da pandemia, patamar que agora está em 11%. “Esse é o novo piso do comércio eletrônico brasileiro. Acho que vai ser de 11% para mais”, disse.

Fonte Valor Econômico
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