Sete dicas para saber se é hora de mudar de carreira

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Se você está insatisfeito em sua função atual, pode ser a hora de uma guinada radical, caminho em alta entre os profissionais brasileiros. A mudança deve ser, contudo, bem ponderada, já que pular de galho em galho pode ser uma atitude malvista entre os recrutadores.

“Às vezes, uma tarefa em específico pode causar o mal estar, o que não significa que a área de atuação toda esteja desconfortável”, explica Jéssica Soares, consultora da Luandre, uma das principais empresas de recursos humanos do Brasil, com mais de 60 mil vagas administradas ao ano.

O empreendedorismo tem se tornado um dos principais focos dos profissionais que se encorajam a tomar essa atitude, assim como áreas que unam prazeres pessoais ao trabalho. Mas a virada de rumo é vista como mais arriscada por quem já tem ensino superior.

A Luandre preparou uma lista de dicas para ajudar os insatisfeitos a atingirem seus objetivos, sejam eles “guinar” a carreira, melhores retornos financeiros, realização e desafios mais enriquecedores ou todos esses fatores juntos:

1 – Converse, converse, converse
Conversar primeiro com a família, ou algum amigo de extrema confiança, buscar conhecer outras áreas de interesse e amadurecer a ideia primeiro, para depois procurar o seu gestor imediato e expor suas ideias. Antes de falar, certifique-se de que não é apenas um mal estar momentâneo. “É preciso tomar cuidado na hora de conversar com o gestor para não passar uma ideia equivocada sobre suas intenções, o que gera uma situação desconfortável na empresa”, orienta Patricia Camargo, consultora da Luandre. Dialogar com alguém de confiança ajuda a colocar as ideias no lugar.

2 – Descubra “a raiz do problema”
Isso quer dizer, avaliar corretamente o nível e real motivo de desmotivação gerado com a função atual. O colaborador insatisfeito costuma ter uma queda de produtividade devido à desmotivação. Aquela função não lhe parece mais prazerosa como antes e isso gera abalos psicológicos como irritação, desatenção e muitas vezes até sintomas físicos como a fadiga.

3 – Pense bem
Para ter certeza de que o que lhe incomoda é a função, e não apenas uma tarefa da rotina, é importante prestar atenção aos detalhes e enxergar a situação fora do pico de estresse, de preferência com alguém que ajude a organizar as ideias.

4 – Primeiros passos
Uma vez descoberta a parte do trabalho em que não há mais satisfação, hora de procurar onde de fato encontrar prazer profissional. Daí, cursos, palestras, feiras, testes vocacionais e conversas com pessoas de áreas diferentes entram no processo. Para que a transformação seja bem sucedida, informe-se bem sobre o novo rumo que gostaria de dar à carreira, dificuldades, benefícios e rotina do segmento para o qual pretende se dirigir. Conversar com profissionais e empreendedores de confiança que já atuam nesse setor ainda desconhecido para o profissional que busca a migração.

5 – O novo Mercado
Pesquise sobre o mercado em que pretende atuar, o quão promissor está sendo visto por economistas, as principais empresas e a concorrência, entre outras questões.

6 – Refazendo o currículo
Se não há experiência na nova área, o que tem ou pode incluir no currículo e nos próprios potenciais que o diferenciem e valorizem para efetivar as demandas dessa nova área em relação aos concorrentes. Experiências anteriores que podem contribuir de certa maneira com as tarefas da nova função almejada não podem ficar de fora. Conhecimento de idiomas, por exemplo, podem se mostrar grandes trunfos.

7 – Mudanças internas
Se o problema é a função e não a empresa, fale com o gestor sobre a possibilidade de remanejamento. Em uma conversa franca, manifeste o seu interesse em mudar de área, expondo o seu ponto de vista sobre o que tem feito e as habilidades que julga ter para a área a qual pretende migrar.

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