Ninguém vence só pelo talento, é preciso trabalho duro’, diz Bernardinho

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Você resolve abastecer seu carro e o frentista te atende muito mal. Depois dessa experiência, dá para continuar cliente do posto ou nunca mais voltará lá? E se ocorrer o contrário: receber um tratamento impecável?

Em uma empresa, não apenas donos e líderes têm importância, mas, sim, todos os colaboradores. Esse foi um dos exemplos usados por Bernardinho ao longo da sua palestra “Cultura da Excelência”, durante o Fórum E-Commerce Brasil 2019, na última quinta-feira (18).

Um dos maiores campeões da história do vôlei, o ex-técnico da Seleção usou o esporte para falar sobre trabalho em equipe, liderança, comportamento e muitos outros temas. Um ponto muito destacado na fala de Bernardinho foi que a disciplina deve ser maior que a motivação. “Sem isso não há solução. Não dá para acordar motivado todos os dias. A pessoa precisa querer isso [e a disciplina é a resposta]”, afirmou.

Para o técnico, formado em economia e sócio de uma rede de restaurantes no Rio de Janeiro, a busca por excelência é algo que deve ser encarado como prioridade e que pede uma necessidade de transformação permanente.

Nesse processo de evolução, é necessário pensar sempre no que é preciso mudar, mesmo quando se está no auge. Ele defendeu, ainda, que “só é possível lidar com o êxito se for disciplinado. Você se torna resiliente por lidar com frustrações”.

Na sua opinião, uma boa liderança é primordial para o sucesso da equipe. E o bom líder é aquele que consegue equilibrar humildade e orgulho com bater metas junto ao time.

De origem humilde, o líbero Serginho – conhecido também como Escadinha – tornou-se um dos grandes destaques do vôlei nacional enquanto Bernardinho foi técnico da equipe. “Ele era um líder pelo exemplo, treinava e jogava como se estivesse correndo atrás de um prato de comida e eu, como treinador, adorava esse comportamento”, confessou.

O papel do líder

Mas o líder também deve estar preparado para tomar decisões difíceis. Como lidar, por exemplo com um funcionário com excelente performance, mas que não está alinhado com os propósito da equipe?

Para Bernardinho, por mais difícil que seja, o melhor é desligar a pessoa cujo perfil não está atrelado aos valores da empresa. E é com conhecimento de causa que ele fala disso, já que em 2007, optou por cortar da Seleção o levantador Ricardinho, um dos melhores jogadores da equipe, por indisciplina.

Porém, o momento mais difícil da carreira de Bernardinho foi outro corte: o do ponteiro Murilo, em 2016, devido a uma lesão. O atleta, mesmo alinhado com a proposta do time, não tinha mais como render em quadra.

“Quando uma empresa demite alguém, essa pessoa pode ficar triste, mas ela consegue se recolocar em outra empresa. Seleção só existe uma! Cortar alguém significa acabar com o sonho dessa pessoa”, contextualizou.

Por último, Bernardinho destacou a importância do líder estar aberto não só a aprender por meio do estudo, mas também, ouvindo o que a equipe tem a dizer. “Nós só cobramos de quem tem capacidade. Para ser um bom líder é preciso informação, tomada de decisão e pacto com a equipe. Lideranças inspiram cobram, incentivam, dão suporte, cuidam e respeitam sua equipe”, concluiu o técnico.

Fonte e-commerce Brasil
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