Diga-me com quem andas e te direi aonde você irá parar

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Por Marc Tawil, head da Tawil Comunicação, autor, palestrante e 1º LinkedIn Top Voices & Live Broadcaster

Diz a fábula que, certo dia, uma serpente venenosa, ao ver um vaga-lume piscar feliz, passou a persegui-lo. Foram dias de fuga, até que o pirilampo, já cansado, a indagou: “Se não pertenço a sua cadeia alimentar e não lhe fiz nenhum mal, por que queres me engolir?” E a cobra respondeu: “Porque eu não suporto ver você brilhar”.

Ao longo da vida, especialmente no ambiente corporativo, estamos cercados de serpentes que não suportam ver o brilho alheio. “O perigo do sucesso é que ele amplifica a mediocridade e a estagnação das pessoas ao redor, e isso as incomoda. Você se torna uma luz em meio à escuridão”, escreve o mentor de negócios e desenvolvimento pessoal Pablo Paucar, em Mentalidade (Editora Gente).

Se questionar permanentemente sobre a influência daqueles que nos cercam é essencial para visualizar em qual nível queremos estar nos próximos três, cinco ou dez anos.

Baseado neste princípio, as perguntas a se fazer, reforça Paucar, são: “De quem estou me rodeando? O que me fazem comer? O que me fazem dizer? O que me fazem pensar? O que me fazem decidir? Para aonde estão levando a minha vida?”

Jim Rohn, empreendedor e palestrante motivacional americano, dizia que “somos a média das cinco pessoas com quem mais convivemos”, referindo-se ao poder que o ambiente possui de nos influenciar. Logo, compreender melhor aqueles com quem convivemos pode interferir significativamente em como agimos e, sobretudo, em quem nos tornamos.

Frequentar gente tóxica e negativa no mundo do trabalho faz com que você exale pessimismo e derrotismo. Porque sentimentos ruins são contagiosos, como um vírus que impregna.

“Neste caso, existem duas opções e você precisará fazer uma escolha: ‘dissociação’ – afastar-se das amizades ou relacionamentos tóxicos e pessoas que, na verdade, você não deseja por perto. Ou ‘associação limitada’ – pessoas com as quais você pode ficar por um minuto, mas não por uma hora. Você precisa aprender a se preservar”, ensina Pablo Paucar.

A solução inteligente passa por cercar-se de gente que tenha as mesmas afinidades, formando um grupo de “Mente Mestra” (Master Mind, em inglês), “quando dez ou 15 mentes brilhantes se reúnem para criar experiências, dividir sacadas, compartilhar ideias e soluções dos problemas de cada um em suas empreitadas”.

Quem são aqueles do seu círculo que têm atitudes diferenciadas ou que geram resultados acima da média?

Lembrou? Então é com eles que você deve se juntar.

Fonte Época Negócios
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