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Deveríamos poder dormir no trabalho, diz cientista

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O trabalho intenso está fazendo mal à nossa saúde mental, na medida em que dormimos menos. Essa é a opinião do cientista do sono norte-americano Daniel Gartenberg, professor da Universidade Estadual da Pensilvânia e pesquisador da Fundação Nacional da Ciência dos Estados Unidos, para quem o direito ao sono deveria estar previsto nas relações trabalhistas. “Estamos sendo levados a trabalhar ao ponto de não dormirmos, e isso gera degradação em nossa saúde e bem-estar”, alerta Gartenberg, em entrevista ao Quartz. “As pessoas deveriam conseguir dormir como conseguem ter atendimento médico”.

Um bom caminho, segundo o especialista, seria as empresas permitirem jornadas de trabalho que incluíssem um tempo para pequenas “sonecas” durante o dia. “Para ter uma grande produtividade, precisamos ter oito horas de sono, certo? Mas elas não precisam vir todas de uma vez. Talvez um pouco menos que isso à noite, e então uma soneca de 20 a 30 minutos durante o dia”, afirma.

Período maior de sono

Citando novamente as oito horas de sono, o cientista, que também é empreendedor e dono de alguns aplicativos de administração do sono para smartphones, lembra que, para conseguir dormir por esse período considerado ideal, as pessoas precisam separar um tempo ainda maior para o sono. “Para ter oito horas de sono saudáveis, precisamos estar na cama por oito horas e meia. A literatura diz que as pessoas que dormem bem geralmente passam mais de 90% do tempo em que estão na cama dormindo. Então, se você fica na cama por oito horas, deve estar dormindo, na verdade, 7,2 horas”, diz.

Segundo Gartenberg, é possível se sentir bem com menos horas de sono, mas isso não quer dizer que não perdemos desempenho em nossas atividades diárias dessa forma. É simplesmente que nos acostumamos com as horas dormidas e nos adaptamos a elas. “É como um peixe no aquário. Ele não sabe que está no aquário, uma vez que está na água. E, quando estamos privados de sono, pesquisas mostram que somos bastante ruins em percebermos que temos essa deficiência”.

Fonte Época Negócios
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