Cuidar de crianças ensina 5 lições aos gestores de empresas

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Ser mãe ou pai é gerir uma empresa. Um tipo bastante peculiar de empresa, com uma equipe que não pode ser demitida e que muitas vezes age de maneira – sem ofensas – infantil. Ainda assim, essa experiência traz lições para o tipo mais comum de empresa – com funcionários adultos e profissionais. Aqui estão:

1. Seu comprometimento e responsabilidade dão segurança para que os outros possam assumir riscos

Crianças necessitam dos pais. Elas podem não expressar explicitamente um agradecimento por isso, mas eles esperam que você cuide deles. E é essa certeza de que você estará lá por eles que permite que as crianças assumam riscos na vida.

A mesma coisa acontece com os funcionários. Se eles sabem que você estará lá para dar todo o suporte necessário, eles assumirão mais riscos, além de produzirem mais no trabalho. Como a equipe sabe que o líder está com eles para o que der e vier, eles passaram a ser mais assertivos com as suas respostas. Esse foi um dos motivos também que possibilitou que eles pudessem assumir novas tarefas saindo da sua zona de conforto.

2. Dar um feedback efetivo é fundamental. Torne isso um hábito.

Não seria ótimo se você pudesse simplesmente dizer ao seu funcionário “faça melhor” e ele misteriosamente compreendesse o que você quis dizer com isso e realizasse as tarefas do jeito que você gostaria? Bom, essa não é a forma como as coisas funcionam na vida real.
Simplesmente dizer “não” para uma criança não significa nada. “Por que não”? Quais foram os efeitos daquela ação que resultaram em uma resposta negativa? O que eles podem fazer para acertar da próxima vez? Agora, voltando ao âmbito profissional, em vez de questionar se eles estão prestando atenção aos detalhes ou dizer para “serem mais engajados nas reuniões”, ajude-os a melhorar com feedbacks mais assertivos.

3. Organize uma rotina com horários estabelecidos

A previsibilidade sobre as tarefas diárias proporciona à criança uma sensação maior de conforto, o que permite que ela se torne mais independente. Claro que uma rotina extremamente rígida ou, por outro lado, muita liberdade, pode prejudicar o desenvolvimento da criança. O ideal é procurar um equilíbrio.

A melhor parte de fornecer uma base estruturada para os funcionários é entender um pouco mais sobre como eles funcionam, podendo prever alguns comportamentos. Saber onde eles tendem a desviar da rotina e, por isso, estar pronto a gerenciar algumas atitudes. Dessa forma, quando você está trabalhando com uma equipe, é mais fácil para eles saberem como cada um vai agir diante de uma determinada situação.

4. Cada um tem o seu jeito. A personalidade varia de pessoa para pessoa

Ninguém é igual a ninguém. Isso se aplica inclusive a gêmeos idênticos. Um pode ser mais tímido, enquanto o outro é mais extrovertido. Um pode amar ler livros e o outro preferir assistir à televisão.

No ambiente de trabalho não é diferente. Cada funcionário vai ter uma necessidade distinta e exigir alguma coisa diferente de você. Alguns precisam que você seja mais presente, outros preferem ter mais autonomia. Uns necessitam de um reconhecimento após uma tarefa bem realizada, outros nem tanto. Alguns são mais formais, outros são mais despojados.

Quando lidamos com o trabalho de pessoas tão diferentes, precisamos ajustar nossa maneira de nos comunicar com cada uma. Isso não significa que não podemos ser nós mesmos no trabalho, indo contra os nossos princípios e valores. Nós só precisamos saber como lidar com cada situação. Em vez de reclamar com um funcionário que funciona mal pela manhã, simplesmente marcar as reuniões para a parte da tarde.

5. Não esqueça de cuidar de você mesmo

Quem não cuida de si mesmo, pode não estar apto a ajudar outras pessoas. A mesma regra aplica-se à família. Com filhos, é fácil esquecer de algumas tarefas diárias como tomar banho, comer e dormir. Isso não é bom para a sua saúde. Você vai ficar mais cansado e faminto e não vai conseguir cuidar dos seus filhos da mesma maneira que cuidaria se estivesse bem consigo mesmo.

Quando isso se aplica ao trabalho, a regra é a mesma. É difícil não priorizar as necessidades de seus funcionários, afinal esse é o seu trabalho. Mas a síndrome de bournout, que é um esgotamento profissional, é real. Claro que isso é difícil de mensurar, mas estudos mostram que a doença afeta 85% dos trabalhadores de algumas áreas. Se você só focar nas necessidades dos outros e esquecer de si mesmo, não vai conseguir oferecer o melhor suporte aos seus funcionários.

Fonte Época Negócios
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