Comércio atacadista no Estado de São Paulo cria 1.568 empregos formais e tem melhor abril desde 2012

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O comércio atacadista no Estado de São Paulo abriu 1.568 vagas de trabalho formais no quarto mês do ano, resultado de 16.327 admissões e 14.759 desligamentos, o melhor desempenho para um mês de abril desde 2012. Esse é o quarto saldo positivo consecutivo e, com isso, o estoque ativo do setor atingiu 502.071 vínculos empregatícios, o maior patamar desde novembro de 2015 – alta de 2,1% em relação a abril de 2017. No acumulado do ano, o saldo é positivo em 3.921 empregos celetistas. Esse é também o melhor desempenho para o primeiro quadrimestre desde 2014.

Os dados são da Pesquisa de Emprego no Comércio Atacadista do Estado de São Paulo (PESP Atacado), realizada mensalmente pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) com base nos dados do Ministério do Trabalho, por meio do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e das informações sobre movimentações declaradas pelas empresas do atacado paulista. A pesquisa mostra o comportamento do mercado de trabalho formal do comércio atacadista em 16 regiões e dez ramos de atividade.

Em abril, apenas uma das dez atividades pesquisadas registrou saldo negativo de empregos formais: o grupo de outras atividades (-40 vagas). Por outro lado, entre os segmentos que tiveram saldo positivo, os destaques ficaram por conta dos segmentos de produtos farmacêuticos e higiene pessoal (485 vagas) e atacado de papel, resíduo, sucatas e metais (332 vagas).

No acumulado de 12 meses, os destaques foram as atividades de alimentos e bebidas (4.217 vagas) e de produtos farmacêuticos (2.263 vagas). Apenas o setor de materiais de construção, madeira e ferramentas registrou desempenho negativo nesse mesmo período, com fechamento de 19 vagas.

De acordo com a assessoria econômica da FecomercioSP, as 1.568 vagas celetistas criadas em abril pelo setor sinalizam uma reversão na perda registrada em 2015 e 2016, após pequeno saldo positivo em 2017, quando foram criados 576 novos postos de trabalho com carteira assinada.

Ainda segundo a Entidade, de maneira geral, o mercado de trabalho do comércio atacadista segue em processo de recuperação. Mesmo que entre os meses de maio e junho a paralisação dos caminhoneiros tenha criado um ambiente de incertezas, não se espera que isso freie o processo de continuidade da geração de emprego formal no atacado paulista.

Atacado paulistano

No quarto mês do ano, o comércio atacadista da capital paulista criou 637 vagas formais. Entre as dez atividades analisadas, destacou-se o bom desempenho dos atacados de produtos farmacêuticos e higiene pessoal (275 vagas); de alimentos e bebidas; e de máquinas de uso comercial e industrial (ambos com 79 vagas). O único setor que registrou mais desligamentos do que admissões em abril foi o de materiais de construção, madeira e ferramentas (-79 vagas).

No acumulado de 12 meses, são 2.764 novos postos de trabalho com carteira assinada, com liderança do grupo de alimentos e bebidas (1.105 vagas), seguido pelo de produtos farmacêuticos e de higiene pessoal (974 vagas). As únicas atividades que registraram desempenho negativo foram as de materiais de construção, madeira e ferramentas (-356 empregos); e de máquinas de uso comercial e industrial (-85 vagas). Dessa forma, o atacado paulistano encerrou o mês com um estoque ativo de 208.106 trabalhadores formais, alta de 1,3% em relação a abril de 2017.

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