Vendas dos supermercados têm alta de 1,74% em setembro

A recuperação do setor supermercadista vem mostrando mais força a cada indicador divulgado pela APAS (Associação Paulista de Supermercados). Desta vez, o registro de aumento foi no Faturamento Real dos supermercados no Estado de São Paulo (deflacionado pelo IPS/FIPE), que, no conceito de mesmas lojas – que consideram as lojas em operação no tempo mínimo de 12 meses – demonstrou crescimento de 1,74%, de janeiro a setembro de 2017, no comparativo com o mesmo período do ano anterior.

“Em 2017 a recuperação começou em junho, quando alcançou 0,39% em melhoria nas vendas e, desde então, foram quatro aumentos seguidos”, conta Rodrigo Mariano, economista da APAS. “Especificamente no comparativo entre setembro de 2017 e o mesmo mês do ano anterior, houve significativo aumento de 7,86%”, completa.

No conceito de todas as lojas – que consideram todas as lojas criadas no período pesquisado – houve alta de 4,74% no acumulado de janeiro a setembro de 2017 no comparativo com o mesmo período do ano anterior. Se for considerado somente o mês de setembro deste ano, houve alta de 10,74% em relação ao mesmo mês de 2016, e alta de 3,24% ante a agosto de 2017.

Depois de amargar 11 quedas seguidas, o Índice de Vendas em Supermercados (IVS) em setembro no acumulado em 12 meses nas mesmas lojas alcançou 0,49%, indicando que o trimestre final deste ano será superior ao do ano passado.

“Diante destes dados vemos que as vendas dos supermercados estão respondendo ao cenário econômico melhor que o de 2016. Algumas das causas podem ser a queda do desemprego, que desde o primeiro trimestre caiu de 13,7% para 12,6%; os juros, que caíram de 13% em janeiro de 2017 para 7,5% em outubro; o endividamento das famílias, que vai amplificando-se, permitindo mais espaço para consumo; e a inflação medida pela APAS/FIPE, que atingiu o segundo recorde desde 1994 em queda acumulada na ordem de 2,90% para setembro”, avalia Rodrigo Mariano.

Segundo estimativas da APAS, caso não haja deterioração no cenário político atual e se mantenham constantes as variáveis econômicas, o Natal de 2017 promete ser bem melhor que os de 2015 e 2016, com aumento de 1,5% a 2% na comparação anual.

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