Varejo deve se preparar para combater as perdas no carnaval

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Após registrar um bom desempenho nas vendas durante o período natalino, que cresceram em 9,5% segundo a Associação dos Lojistas de Shopping (Alshop), o varejo brasileiro já deve se preparar para outra data que promete esquentar algumas áreas do setor. O Carnaval, de 21 a 26 de fevereiro, especialmente nas grandes capitais, atrai um bom número de turistas e faz crescer a movimentação de pessoas no comércio.

O último Carnaval reuniu mais de 7 milhões de foliões no Rio de Janeiro e movimentou R$ 3,78 bilhões em receitas na economia da cidade, como apontou a prefeitura municipal. Em São Paulo, por sua vez, segundo a SPTuris, 556 blocos desfilaram pelas ruas de alguns bairros da capital, atraindo um público superior a 5 milhões de pessoas e ajudando a movimentar mais de R$ 2 bilhões.

Luiz Fernando Sambugaro, diretor de Comunicação da Gunnebo,

Mas para que as estatísticas continuem positivas, os comerciantes do varejo, em geral, precisam estar atentos, pois, ao mesmo tempo em que o grande número de turistas pode beneficiar o faturamento das lojas, pode ser também um passaporte para o aumento de furtos de produtos. Apesar de não haver estatísticas por datas, a experiência acumulada de Luiz Fernando Sambugaro, diretor de Comunicação da Gunnebo, aponta que, não apenas no Carnaval, mas em todas as datas festivas, aumenta a incidência dos furtos.

Lojas localizadas na rua no percurso dos desfiles de blocos, por exemplo, além das farmácias, drogarias e supermercados são os canais que mais podem sofrer com os furtos. Itens como fantasias, adereços, roupa de praia, bronzeadores, bebidas energéticas e alcoólicas, carnes nobres, preservativos, entre outros, devem ter maior atenção do comerciante nesse período.

Prevenção é fundamental

Segundo Sambugaro, a prevenção é essencial e evita dores de cabeça. “A primeira coisa que se recomenda são as câmeras estrategicamente posicionadas e monitoradas pela equipe local ou através de um serviço remoto. Em seguida, do ponto de vista de inibição, as antenas eletrônicas colocadas na entrada das lojas, são muito eficazes, pois o delinquente ao vê-las, com muita probabilidade evitará de entrar em seu estabelecimento”, diz o executivo.

Também, de acordo com o diretor da Gunnebo, é importante o varejista estar atento às outras ferramentas, como etiquetas de proteção, espelhos convexos, cadeados eletrônicos, cabos de aço, cofres inteligentes e inventário constante e mais efetivo, além da equipe treinada para lidar com as eventuais ocorrências na loja. Sambugaro ressalta que o investimento nesses tipos de tecnologia pode ser suficiente para garantir a utilização da solução por cerca de dez anos. “Aliás, esse é o item com o menor custo num projeto de prevenção de perdas, que deve incluir também investimentos em gestão e preparação do pessoal”, afirma.

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