Tecnologia contribui com novos modelos, conceitos e desafios para o varejo

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A APAS realiza pela quarta vez o Next Supermarket Generation, evento que apresenta as principais tecnologias disponíveis e que podem ser aplicadas à gestão dos supermercados. Em 2019, os convidados e palestrantes se encontram no WTC, em São Paulo, com uma estrutura que recebe mais de 800 convidados entre marcas, expositores, gestores, influenciadores e tomadores de decisão.

Atualmente, segundo Carlos Piazza, fundador da CPC, empresa focada em negócios e Transformação Digital e seus impactos na sociedade, as tecnologias mudam todas as relações ao nosso redor. “Olhando para frente, o futuro é incerto e no presente as pessoas ainda pensam de forma analógica. A inovação não pode se basear em parâmetros anteriores. O desafio é criar modelos novos”, disse o especialista durante o Next Supermarket Generation.

De acordo com Piazza, a partir da inovação e dos algoritmos, em menos de 40 anos os humanos poderão viver 500 anos. “Modelos de negócio mudam no meio do caminho porque não temos mais espaço para coisas analógicas. Precisamos criar a consciência da existência de fatores externos e inesperados e encarar a aleatoriedade com naturalidade e como fator benéfico”, acredita o fundador da CPC.

Para ele, a resiliência dos tomadores de decisão pode atrapalhar o processo, já que é preciso que estes profissionais estejam aptos a compreender a permanente mudança. Por isso, é impossível prever fatos novos baseado na lógica de causa e efeito. “As empresas olham para dentro delas, mas não para a janela. Não precisamos mais fazer o papel das máquinas”, aponta.

Surfando com novas tecnologias

A Era Digital trouxe tecnologias exponenciais e novos modelos de negócio para o varejo. Para Cezar Taurion, Head & Partner Digital Transformation na KICK Ventures, há uma analogia com a prática do surf: assim como quem está na água espera pela onda, o gestor deve se posicionar e aproveitar o momento certo.

Cezar explica que é preciso olhar constantemente para o horizonte. “Algumas ondas são muito grandes, outras menores. Se você não estiver preparado para elas, vai cair rápido da prancha. Kodak, Polaroid, Nokia, Motorola, por exemplo, mesmo com executivos capacitados, perderam relevância. Surfaram várias ondas, mas não aquelas que eram mais importantes”, acredita o Head KCV.

Vivemos em uma sociedade hiperconectada, com informação sendo distribuída em alta velocidade. Cada vez mais, tudo o que puder, será automatizado com foco na eficácia operacional. “Percebo que os setores mais tradicionais se protegem olhando apenas para o lado, para o seu concorrente, mas as fronteiras estão desaparecendo e as inovações surgem de fora do setor, de outras empresas de segmentos diferentes”, explica Cezar.

De acordo com o executivo, assim como o surfista, os profissionais precisam buscar as melhores ondas, mas depois de pegar duas ou três, não adianta ir para a areia comemorar porque ele perderá as outras que virão.

Desafios On-Off para o varejo

Segundo a sócia da Mckinsey, Heloisa Callegaro, os desafios encontrados pelos varejistas são nada mais do que o reflexo da mudança do comportamento do consumidor, já que hoje, a compra nas lojas físicas são muito influenciadas pelo meio online. Além disso, as expectativas do consumidor, assim como suas opiniões, estão sendo baseadas no que eles escutam no mundo social e isso vem impulsionando diversos canais.

“O consumidor está gastando mais nesses canais e está ficando feliz com eles. Por outro lado, as tecnologias, como a Automação, ajudam a melhorar a margem dos varejistas”, complementa a executiva durante o Next Supermarket Generation.

Fonte Blog Apas Show
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