Saiba como evitar processos trabalhistas durante a de crise

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A crise econômica faz crescer o número de reclamações trabalhistas. Em 2015, no auge da crise econômica foram mais de 3 milhões de processos e isso faz com que o País tenha recorde de ações movidas contra empresas que aqui atuam. Somado a isso, temos no Brasil mais de 12 milhões de desempregados e o desespero por não se recolocar no mercado de trabalho, pode ser considerado fator impulsionador dos processos trabalhistas.

Além disso, o despreparo dos gestores e administradores somados a crise financeira das empresas, por vezes, lesam o trabalhador e isso resultado em uma disputa judicial. Segundo a sócia da Giugliani Advogados, Beatriz Dainese, o não pagamento do total das verbas rescisórias é o que mais tem elevado o número de ações e processos trabalhistas.

“Dentre um dos cortes de custos, está à mão de obra e, infelizmente, em muitos casos, as empresas não conseguem honrar com a totalidade do pagamento de todas as verbas rescisórias devidas ao funcionário, razão pela qual os mesmos recorrem ao poder judiciário, o que fez com que o número de processos trabalhistas aumentasse bastante nos últimos meses”.

Beatriz explicou ainda que, as multas e os valores que envolvem o desligamento de um funcionário são altos e em períodos de crise, muitas empresas não têm fluxo de caixa para honrar com todos os valores. “As empresas não conseguem pagar todos os valores previstos na legislação ou na Convenção Coletiva de Trabalho, e quando ocorre uma demissão, o problema se torna ainda maior por conta dos valores das verbas rescisórias que devem ser pagas ao funcionário desligado”.

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