Lucro da Lego sobe mais de 30%

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O cintilante castelo de gelo de Elsa em “Frozen”, a nave Millennium Falcon em “Star Wars” e uma despojada delegacia de polícia ajudaram a Lego a registrar mais um ano de espetacular crescimento de vendas.

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As receitas da fabricante dinamarquesa de brinquedos, uma empresa de capital fechado, cresceram 25%, para 35,8 bilhões de coroas dinamarquesas (US$ 5,2 bilhões), ao passo que o lucro líquido saltou quase 33%, para 9,2 bilhões de coroas.

A Lego vem contrariado as tendências depressivas no setor de brinquedos, duramente atingido pela disputa com dispositivos móveis. A empresa mais que quadruplicou as vendas em dez anos, após ter beirado o desastre financeiro em torno da virada do século.

“Tudo somado, 2015 foi um foi um ano espetacular para a Lego”, disse John Goodwin, diretor financeiro da companhia.

A Lego é, e há muito tempo, a fabricante de brinquedos mais lucrativa do mundo, com uma margem operacional de 34,2%. Mas a Mattel, fabricante da Barbie, ainda pisa nos calcanhares da Lego, em termos de receitas anuais. A fabricante de brinquedos americana faturou US$ 5,7 bilhões no ano passado, uma queda de 5% em relação a 2014.

Jorgen Vig Knudstorp, CEO da Lego, que deu alguns passinhos de dança ao apresentar os resultados, disse que o grupo lançou mais de 350 produtos em 2015 – as linhas City, Duplo, Ninjago, Star Wars e Friends são as cinco mais vendidas. Ao todo, a empresa fez cerca de 72 bilhões de bloquinhos de plástico, 725 milhões de minipersonagens e 675 milhões de minipneus.

Goodwin previu que o ritmo de expansão da Lego continuará, neste ano, e disse também que esse impulso superará o baixo crescimento das vendas, da ordem de um dígito, previsto para o setor de brinquedos como um todo.

A fabricante dinamarquesa de brinquedos tem investido pesadamente em novas fábricas para acompanhar a demanda. No ano passado, [a Lego] inaugurou uma nova fábrica na China e ampliou outra na República Checa, quando anunciou grandes expansões na Hungria e no México. A empresa continua desenvolvendo a maior parte de seus produtos na Dinamarca e, por outro lado, também comprometeu-se, no ano passado, a investir 1 bilhão de coroas dinamarquesas para, até 2030, encontrar uma alternativa sustentável para os bloquinhos de plástico.

 

 

Fonte: Valor

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