Santher é vendida para grupos japoneses

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Os grupos japoneses Daio e Marubeni anunciaram nesta quinta-feira, 27, a compra da empresa de papel Santher, que está há três gerações nas mãos da família Haidar. O valor do negócio é de R$ 2,3 bilhões.

Dona das marcas de papel higiênico Personal e papel toalha Snob, a companhia passou por uma reestruturação financeira no início de 2018, para alongamento de dívidas de R$ 500 milhões.

A empresa paulista, que foi colocada à venda no ano passado, intensificou as conversas com os grupos japoneses nas últimas semanas, segundo fontes a par do assunto.

Fundada há 81 anos pelo empresário libanês Fadlo Haidar, formado em medicina, a empresa da zona leste da cidade de São Paulo começou a operar com produção para papel para embalagens. Haidar, que chegou ao Brasil em 1921, comprou um terreno no bairro da Penha para construir a Fábrica de Papel Santa Therezinha.

Com três fábricas em operação, a companhia apostou na diversificação para garantir sua sobrevivência. Em 2016, contudo, afetada pela crise, a família decidiu fechar uma unidade de Governador Valadares (MG) considerada obsoleta. Com faturamento de R$ 1,5 bilhão em 2018, a empresa está há anos operando no vermelho.

A compra da Santher reforça o interesse de grupos estrangeiros pelo mercado de papel e celulose brasileiro. No ano passado, a empresa Softys, filial do grupo chileno CMPC, comprou a paranaense Sepac por R$ 1,3 bilhão.

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