Relatório: Mercado emergente é a mina de ouro da Nestlé

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A Nestlé divulgou nesta quinta-feira (16) os resultados dos primeiros nove meses do ano. Em vendas orgânicas, a empresa cresceu 4,5% no período, sendo 2,3% o resultado real de janeiro a setembro. O desempenho da companhia suíça nos mercados desenvolvidos foi menor, com relevância de 05%. Já, os emergentes apresentaram melhor performance, com crescimento de 9,5% no período calculado. Por área geográfica os resultados positivos foram de 5,1% nas Américas, 1,4% na Europa e 6,5% na Ásia, Oceania e África.

“Em um ambiente comercial global volátil, em que não podemos contar com vento de cauda, obtivemos um bom crescimento com base ampla. Apesar de estarmos concentrados na entrega no presente, tomamos medidas para reconfigurar e reforçar nosso negócio no futuro”, disse Paul Bulcke, CEO da Nestlé.

Destaques

O grande desafio na América do Norte é a categoria de congelados, onde a companhia investe continuamente em inovação com novos itens no segmento de pizzas e sorvetes. As Butterfinger Cups lançadas recentemente continuaram a contribuir para o crescimento na área de confeitos. Em petcare, a Nestlé apresentou Beyond no segmento crescente de rações naturais para cães.

Na América Latina deu samba. O Brasil apresentou bom desempenho em todas as categorias com destaque para os produtos lácteos e biscoitos. A marca KitKat manteve seu bom impulso inicial, apresentando um crescimento de dois dígitos.  De acordo com a multinacional, em toda a região, o segmento de petcare teve um desempenho excelente, com Dog Chow e Pro Plan liderando seu crescimento.

Na Europa, apesar dos ventos contrários, o crescimento foi positivo, impulsionado pela inovação e o segmento premium. Em nota, a Nestlé afirma que a confiança do consumidor continua frágil na Europa, e o ambiente dificultou a realização da política de preços.

O ambiente também foi desafiador na Ásia, Oceania e África, aponta a Nestlé.  Apesar de muitos mercados terem entregado um bom crescimento, a instabilidade política em vários países teve impacto significativo. Os direcionadores de crescimento foram as inovações e os negócios premium, como Nescafé Dolce Gusto.

“Não obstante o ambiente difícil, tendo em vista nosso desempenho acumulado, nossa meta ainda é um crescimento orgânico em torno de 5% para 2014 com melhoria nas margens, ganhos subjacentes por ação nas moedas de valor constante e eficiência de capital”,  finalizou o CEO da Nestlé.

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