JBS anuncia aquisição e investimento de US$ 100 mi em carne de laboratório

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A JBS anunciou, nesta quarta-feira, a aquisição da BioTech Foods, empresa espanhola especializada em proteína cultivada — ou seja, carne feita em laboratório, a partir de células animais.

A compra foi feita a partir da companhia controlada JBS Global Luxembourg e o valor pago pela companhia especializada nessa tecnologia foi de 100 milhões de dólares.

Desse total, 41 milhões de dólares serão dedicados à construção de uma nova fábrica na Espanha para dar escala à produção, como afirma a companhia em comunicado.

O restante será utilizado para a JBS implantar o primeiro centro de P&D voltado para o estudo de biotecnologia de alimentos e proteína cultivada no Brasil.

A ideia é que, no país, a JBS possa desenvolver novas técnicas que tragam ganho de escala e reduzam custos de produção da carne “de laboratório”, antecipando a ida ao mercado.

A BioTech Foods foi fundada em 2017 e operava, até então, uma planta piloto na cidade de San Sebastián. A produção comercial deve chegar em meados de 2024.

“A tecnologia tem potencial não apenas para a produção de proteína bovina, mas também para a de frangos, suínose pescados. Pelos termos da operação, a JBS se tornará a acionista majoritária da BioTech Foods”, diz a JBS em comunicado.

A transação está sujeita à aprovação do órgão de investimentos estrangeiros na Espanha.

Além de carne bovina, a tecnologia também poderá ser usada para imitar frangos, suínos e pescados.

Não é o primeiro passo de gigantes de alimentos nesse tipo de tecnologia. Em abril deste ano, a BRF anunciou um investimento em carne cultivada.

A produção da dona da Sadia e da Perdigão será feita em parceria com a startup israelense Aleph Farms, em que investiu cerca de 2,5 milhões de dólares na forma de venture capital para usar a tecnologia na produção.

A Nestlé também mira esse mercado, aliando demanda por alimento e sustentabilidade — assim como as demais companhias.

O potencial de ganhos é trilionário. Dados da consultoria Kearney mostram que pode chegar a 35% dio mercado de carne em 2040, somando 1,8 trilhão de dólares.

Fonte Exame
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