Cepêra aposta em varejo de vizinhança

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Com a experiência obtida em 66 anos de mercado, a Cepêra aprendeu com o decorrer dos anos que é preciso investir e expandir sua linha a fim de manter seu vigor no mundo dos negócios. Fundada em 1947, inicialmente oferecia apenas especiarias. Em 1968, ao mudar de mãos, passou a vender produtos de um mix variado, composto por conservas, molhos, atomatados, condimentos, doces, frutas em calda e a linha infantil Seninha (de geleias, catchup, mostarda, goiabada e caldas). Décio Costa Filho, diretor-executivo, afirma que a indústria quer enfrentar o desafio de crescer a passos largos e, para isso, pretende atuar intensamente em dois mercados: o da alimentação fora do lar e o pequeno varejo. Estrategicamente, a base de produção e a logística da indústria foram montadas em Monte Alto, cidade do interior de São Paulo próxima a áreas de plantio de tomates, goiabas, pimentas, cebolas, hortaliças e legumes.Nos últimos três anos, a companhia manteve crescimento de 15% a cada 12 meses. Mas agora quer mais. “Com a abertura de novos mercado e o lançamento de produtos, até agora conseguimos cumprir a meta de aumentar em 18% o faturamento de 2013”, explica Costa Filho. Ele também atribui o salto à maior eficiência da empresa para atender pedidos, com a inauguração de um centro de distribuição colado à indústria, em Monte Alto, com 3 mil posições paletes. Atualmente, a indústria tem 130 itens e quer chegar a 180 até 2015. Neste ano, o investimento em maquinário e no CD deverá somar 7 milhões de reais.

Qual é a importância do pequeno varejista nos negócios da empresa?
A participação é de 6% e esperamos subir para 20% até 2015. Buscamos distribuidores especializados no atendimento à loja de vizinhança para atender melhor esse mercado, que cresce constantemente. O Brasil é um país muito grande, o custo logístico é enorme e a gente precisa estar nesse comércio. Hoje, atendemos melhor as cadeias médias e as grandes redes.
Como a companhia espera alcançar as lojas de vizinhança, principalmente as mais distantes dos centros urbanos?
Procuramos distribuidores focados no pequeno varejo. O atacadista generalista atua com marcas líderes e poucos produtos. Queremos oferecer todo o portfólio, desde os líderes, catchup e molho de tomate, até azeitona, mostarda e molho de pimenta. Não atuávamos com distribuidores e ainda temos poucos. São cerca de oito, em São Paulo, Recife/PE, Salvador /BA e Belém/PA. Queremos chegar a 25 distribuidores até 2015.

Vocês priorizam alguma região?
A gente quer cobrir todos os Estados. No Nordeste, temos distribuidores somente em Salvador e no Recife. Estamos buscando parceiros para abrir outras praças, como Fortaleza/CE, Natal/RN e João Pessoa/PB. Temos como alvo as lojas de até cinco checkouts e também mercearias, padarias, restaurantes e lojas de food service. Acreditamos, porém, que a revenda de produtos é mais forte.

Há produtos de maior aposta?
A empresa precisa vender um pouco de cada produto. Sabemos, porém, que os atomatados abrem pedidos. Também apostamos em produtos diferenciados, como azeite de dendê e pimenta em conserva. Esperamos comercializar um mix de produtos de alto e de médio giro. O que também será bom para a loja, que passa a ter melhor margem de preços.

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