Aviação comemora centenário e investe R$ 40 mi no café da manhã do brasileiro

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Por Cláudia Rivoiro

Ao completar 100 anos de mercado, o Laticínios Aviação tem uma meta ousada: ter seu principal produto, a manteiga, vista como mais do que um acompanhamento e sim como a marca de grife do café da manhã do brasileiro.

Roberto Rezende Pimenta Filho, VP do Laticínio Aviação

Em entrevista exclusiva ao portal NEWTRADE, o vice-presidente da empresa, Roberto Rezende Pimenta Filho, conta que para comemorar os 100 anos da empresa, a latinha laranja da manteiga passou por uma releitura, com um visual que remonta ao lançamento do produto em 1920, com a imagem de um avião biplano, que também está presente em toda a linha de produtos da marca. “A proposta é levar ao consumidor o conceito de viagem no tempo, de 1920 a 2020. Queremos ser a marca do café da manhã do brasileiro, além da manteiga, mas uma marca de grife”, explica Roberto.

Ele ainda diz que os produtos estão em todos os estados brasileiros, via distribuidor ou através de operadores logísticos. Além disso, a fabricante possui, há dez anos, uma empresa de logística, com frota própria. “Estamos principalmente nas redes regionais de supermercados. Já no pequeno varejo, somente via distribuidores e atacadistas. Ainda para esse ano vamos aumentar a linha de café gourmet, pois também somos plantadores de café, e aumentar a de manteiga, como por exemplo zero lactose”, adiantou.

Selo comemorativo
Investimentos

Integrante da família fundadora da empresa, Roberto disse que os planos para investimento neste ano são de 40 milhões, principalmente em equipamentos, com previsão de fechar o ano com faturamento de R$ 480 milhões.

“Durante esses meses de restrição devido a pandemia da Covid19, não paramos de funcionar, adaptamos a produção dentro de protocolos rígidos e essenciais. Mas interrompemos a produção de queijo fresco e adequamos a de manteiga'”, observou.

História

A empresa mineira nasceu em Passos (MG), em pleno anos 20, quando o mundo passava também por outra pandemia, a da gripe espanhola. Na época, não havia geladeira e era necessário para armazenar o produto e manter a sua conservação com o uso da lata e do sal.

De lá para cá, a empresa se mudou para São Sebastião do Paraíso, também em Minas Gerais, passou por uma Segunda Guerra Mundial, diversos planos econômicos, mas se manteve fiel ao produto e expandindo a marca para queijos, requeijão, cafés especiais e doce de leite.

 

A fábrica que está em São Sebastião do Paraíso, cidade com 70 mil habitantes, ocupa o mesmo lugar desde que foi erguida, perto da Igreja da Abadia. 

Hoje, tem uma equipe de 300 colaboradores e deve começar, em breve, disponibilizar o e-commerce da marca, B2C. ” “Vamos começar a venda para os consumidores da região Sudeste, para os produtos não refrigerados. Também faz parte dos nossos planos abrir franquias para a venda desses produtos, com lojas da nossa marca, a Aviação”, finaliza Pimenta Filho.

 

 

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