5 empresas que estão com a liderança ameaçada

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Acostumadas a liderarem mercados por anos, algumas grandes empresas estão vendo sua primazia ameaçada, seja pela entrada de novos concorrentes ou por mudança de compartamento de pessoas.

Problemas na gestão, corrupção e crises internas agravam ainda mais a relação de algumas dessas companhias com os clientes.

Veja a seguir cinco grandes negócios que estão com a liderança em xeque.

Microsoft

A Microsoft já foi a maior empresa de tecnologia do mundo. Hoje, porém, ela tem de disputar participação em sistemas, navegadores de internet e celulares com outras grandes como Apple, Google e Facebook. Alguns fatos comprovam a batalha que ela está enfrentando. O Windows Phone, por exemplo, perdeu ainda mais mercado recentemente, para os aparelhos Android e iOS. Os iPhones da Apple e os aparelhos Android da Google detém mais do que 96,4% do mercado mundial de smartphones, segundo uma pesquisa da IDC. Na Ásia, a briga é ainda mais ferrenha, entre os fabricantes de smartphones Samsung Electronics Co. e a chinesa Xiaomi. Em julho, a empresa anunciou um corte de 18 mil empregos, para focar sua divisão de smartphones apenas no desenvolvimento da plataforma Windows Phone.

Sony Pictures Entertainment

A posição da Sony como maior estúdio de produção de filmes de entretenimento está na berlinda desde novembro, quando hackers invadiram seu sistema de computadores, paralisaram as operações e liberaram muitas informações sigilosas. O ataque foi uma resposta ao filme A Entrevista, comédia que retrata uma conspiração para matar o líder norte-coreano, Kim Jong-um. O custo do vazamento  com reparo de redes e arquivos pode ultrapassar R$100 milhões. O mais difícil, porém, será avaliar o custo da quebra de privacidade e de confiança.

McDonald’s

Crise de batatas fritas, alimentos estragados, queda nos lucros, perda de consumidores e novos concorrentes. Os últimos meses não foram fáceis para a o McDonald’s. Consumidores mais jovens estão deixando a rede por opções mais saudáveis e ambientes mais agradáveis para um encontro com amigos, como a Chipotle e redes mais novas, como a Shake Shack. Em uma pesquisa recente nos EUA, o YouGov BrandIndex listou as cadeias de restaurantes que eles mais gostam e o Mc Donald’s só aparece na 15ª posição.  Um escândalo envolvendo o fornecimento de carne da China abalou as vendas no continente asiático. Além disso, no início do ano a greve portuária na costa oeste dos Estados Unidos deixou vários países, como Venezuela e Japão, sem batatas fritas. No Brasil, um grupo de entidades sindicais protocolou na Justiça do Trabalho, em Brasília, uma ação civil pública contra a rede por violação de direitos trabalhistas. Os sindicalistas acusam a Arcos Dorados, maior franqueadora na América Latina, de desrespeitar a legislação trabalhista.

Mattel

Os dias da Barbie como a rainha dos brinquedos estão contados. A boneca vem perdendo mercado rapidamente. O que é um grande problema, já que ela é a maior marca da Mattel, com vendas anuais estimadas em mais de US$ 1 bilhão – cerca de 15% do total da receita da empresa. Pela primeira vez, em mais de uma década, a Barbie, da Mattel, deixou de ser a boneca mais desejada pelas crianças nos Estados Unidos. O posto agora pertence aos bonecos dos personagens do “Frozen: uma aventura congelante”, da Disney, especialmente à princesa Elsa. Barbie perdeu espaço até para algumas marcas da própria Mattel e de concorrentes, como a linha Lego Friends, destinada às meninas.

Tesco

A maior companhia supermercadista britânica, a Tesco, está sendo investigada, o que deu origem a maior crise em seus 95 anos. Executivos da companhia estão sendo interrogados por inflar os lucros de janeiro a junho em 250 milhões de libras, ou 319 milhões de euros. A empresa revisou os resultados do período de 1,4 bilhão para 1,1 bilhão de euros, depois que a diferença foi descoberta. Em outubro do ano passado, Warren Buffett, o bilionário presidente do conglomerado de investimentos Berkshire Hathaway, cortou a participação de sua companhia na conturbada varejista britânica para menos de 3%. Como resposta à crise, a varejista planeja cortar centenas de milhares de libras em custos e vender ativos para permitir preços mais baixos. Além disso, não pagará mais dividendos e vai avaliar se seguirá ou não com seu esquema de benefícios de aposentadoria para todos os funcionários.

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2 Comentários
  1. Eud de Moraes diz

    O mundo sempre está em constante mudanças. Isso tudo é perfeitamente natural. Como Darwin dizia: “tudo obedece a uma seleção natural”.

    1. Andréia Martins diz

      Com certeza Eud.
      Agradecemos seu comentário!
      Abs

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