Procuradoria-Geral recalcula impacto dos planos econômicos sobre bancos

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O  possível prejuízo para os bancos, caso eles percam a disputa em torno dos planos econômicos e do impacto no saldo da poupança,  foi reduzido de R$441,7 bilhões para R$ 21,87 bilhões. A nova estimativa foi feita pela Procuradoria Geral da República (PGR).

O documento foi enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF) segunda-feira. Segundo o documento, a PGR havia levado anteriormente em conta o saldo da poupança à época dos planos econômicos. O valor de R$ 441,7 bilhões correspondia a 20% dos saldos totais, no período de cada plano, número que foi corrigido até setembro de 2008.

Agora, a instituição passou a considerar a faixa livre de exigências de aplicação da poupança, aqueles recursos que não tem obrigação de serem aplicados em financiamento imobiliário ou crédito rural. Na prática, a PGR diz que o lucro dos bancos com os planos econômicos foi de R$ 21,87 bilhões.

O Banco Central, procurado para comentar os novos números da PGR, informou que o procurador-geral do BC não teve acesso à nova estimativa sobre os ganhos dos bancos na época dos planos e nem terá antes dos relatores.

O julgamento das cadernetas foi adiado no STF no dia 28 de maio, quando a PGR pediu novo prazo para rever os números de impacto. O julgamento ainda não tem prazo para recomeçar.

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