Faturamento do comércio eletrônico paulista tem alta de 42,9%

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As vendas do comércio eletrônico no Estado de São Paulo avançaram 42,9% no quarto trimestre do ano passado em comparação ao trimestre anterior, faturamento real de R$ 5,87 bilhões, ante R$ 4,09 bilhões do terceiro trimestre. Em relação ao mesmo período de 2017, a elevação foi de 13,1%. No total de 2018, as vendas tiveram elevação de 4% no contraponto com o ano anterior.
Os resultados compõem a Pesquisa Conjuntural do Comércio Eletrônico (PCCE), elaborada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) por meio do seu Conselho de Comércio Eletrônico em parceria com a Ebit/Nielsen. A pesquisa traz dados sobre faturamento real, número de pedidos e tíquete médio e permite mensurar a participação do e-commerce nas vendas totais do varejo (eletrônico e físico) no Estado de São Paulo, segmentado em 16 regiões.

No último trimestre de 2018, os bens duráveis seguiram na liderança do faturamento do setor, concentrando 72,4% das receitas, com um tíquete médio de R$ 716,64. O comércio de bens semiduráveis representaram 14,1% das vendas, com um valor médio de R$ 196,70. Enquanto isso, os não duráveis tiveram uma parcela de 13,5% do faturamento, com tíquete médio de R$ 188,41.

Para a FecomercioSP, a pequena participação de bens não duráveis e semiduráveis no comércio online representa uma ótima oportunidade para o empresário de pequeno e médio portes ampliarem suas vendas. Uma das estratégias que podem ser adotas por eles, por exemplo, é focar na expansão das ofertas para clientes do interior do Estado e também investir em marketing digital para aumentar a visibilidade.

Os pedidos das vendas online atingiram 14,3 milhões no quarto trimestre, maior número desde o início da série histórica da pesquisa, iniciada em 2016. A participação nas vendas do varejo paulista ficou em 3,1%, ante os 2,4% do terceiro trimestre, com tíquete médio de R$ 409,35.

De acordo com a assessoria econômica da Federação, o resultado positivo continua sendo influenciado pela Black Friday, a principal data para as vendas do varejo online. Também contribuíram o recuo nas taxas de juros, a inflação um pouco mais controlada e o décimo terceiro na renda das famílias, consolidando, assim, o ciclo de recuperação da crise econômica que houve entre os anos de 2014 e 2016.

Para a Entidade, embora o reajuste no frete dos Correios eleve os preços dos produtos ao consumidor final, a expectativa é que o bom desempenho permaneça ao longo de 2019, com as novas modalidades de crédito e financiamento sendo oferecidas pelas operadoras de cartão.

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