Trabalhadores do Walmart se rebelam contra automação no Chile

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O Walmart está enfrentando uma greve de milhares de trabalhadores na América do Sul em meio ao esforço da gigante do varejo em aumentar a automação em suas lojas físicas.

Cerca de 17 mil trabalhadores do Walmart no Chile entraram em greve por tempo indeterminado na quarta-feira, depois que as negociações de trabalho entre a empresa e o sindicato falharam. Cerca de 124 das 375 lojas da varejista em todo o país fecharam como resultado da greve, disse a empresa na quarta-feira.

No centro da disputa está a demanda dos trabalhadores para que sejam compensados pelo aumento da automação que os obriga a realizar múltiplas tarefas em seus trabalhos diários, por exemplo, com os caixas agora tendo que reabastecer as prateleiras ao lado das caixas registradoras.

O Walmart inicialmente ofereceu um aumento de 3% no salário real e um pagamento único de US$ 72, enquanto o sindicato pediu aumento salarial de 4%. O Walmart diz que depois aumentou a oferta para até 8,14%, mas que o líder sindical Juan Moreno se recusou a discutir a proposta.

E-mails e telefonemas para o telefone do sindicato que consta na página no Facebook não foram respondidos.

O impulso de automação “não é a ideia do Walmart, é a maneira como nossos clientes decidiram comprar”, disse Monica Tobar, vice-presidente de recursos humanos do Walmart Chile, em entrevista na quarta-feira. “O mundo está passando por uma transformação digital e precisamos fazer parte disso”.

Tobar disse que o Walmart planeja pedir ao sindicato que retome as conversas. Ela também preferiu não dizer como a greve poderia afetar os resultados.

As disputas trabalhistas sobre o aumento da automação estão acontecendo no Chile e em outros lugares. Trabalhadores do setor de cobre na operação chilena de Chuquicamata pararam por duas semanas no mês passado, em protesto contra os cortes de empregos pela crescente automação na mina.

Em abril, 31.000 trabalhadores da Stop & Shop na Nova Inglaterra, nos EUA, fizeram uma greve em meio a críticas sindicais a corredores de check-out automatizados e, em setembro, trabalhadores americanos de transporte criaram um grupo para combater os ônibus sem motorista.

Fonte InfoMoney
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