Sob críticas, Amazon aceitará pagamentos em dinheiro em lojas Go

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A Amazon.com vai começar a aceitar dinheiro em suas lojas de conveniência Amazon Go sem caixas, em meio a críticas que, do contrário, poderia estar discriminando consumidores de baixa renda que não possuem cartões de crédito ou débito.

A Amazon Go está entre as iniciativas mais ambiciosas da empresa para transformar a forma como as pessoas compram, mas tem sido criticada por parlamentares de todo o país, receosos de que, caso o modelo de compras exclusivas com cartões der certo, cada vez mais varejistas seguirão o exemplo. Isso dificultaria a compra de bens e serviços por 6,5% das famílias americanas que não possuem contas bancárias e muitas outras que não têm acesso suficiente a serviços financeiros.

 

“Estamos trabalhando para aceitar dinheiro na Amazon Go”, disse um porta-voz da Amazon, que se recusou a fornecer mais detalhes.

Steve Kessel, vice-presidente sênior de lojas físicas da Amazon, disse aos funcionários durante uma reunião geral no mês passado que a empresa planeja introduzir “mecanismos adicionais de pagamento” às suas lojas Go, segundo a CNBC.

Os clientes do Amazon Go podem baixar um aplicativo de smartphone e digitalizar um código QR para abrir uma catraca de vidro e entrar na loja. A partir daí, as máquinas assumem o controle, observando os itens retirados das prateleiras e adicionando-os a um carrinho de compras. Os consumidores são cobrados quando saem. A Amazon opera apenas 10 lojas Go em três cidades, mas tem planos de abrir até 3 mil, segundo pessoas com conhecimento do assunto.

Recentemente, o estado de Nova Jersey aprovou uma lei que proíbe muitos tipos de lojas que não aceitam dinheiro, aliando-se a Massachusetts, cuja lei de 1978 proíbe a discriminação contra clientes que optam por usar dinheiro, e à Filadélfia, que adotou uma lei semelhante em fevereiro.

São Francisco propôs a proibição de lojas como a Amazon Go e a Blue Bottle, controlada pela Nestlé, que deixou de aceitar dinheiro em algumas de suas cafeterias em fase de teste. Ritchie Torres, da Câmara Municipal de Nova York, tem liderado esforços para proibir varejistas que não aceitam pagamentos em dinheiro. Legisladores de Chicago e Washington avaliaram propostas semelhantes nos últimos anos.

Fonte InfoMoney
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