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Retomada do varejo está mais lenta que o previsto

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O varejo se frustrou após não ter alcançado resultados projetados para 2018 e adiou parte dos planos para 2019, segundo consultores ligados à Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC). “O nível de retomada foi muito mais lento do que se previa. Com isso, a agenda que existia em 2017, de crescer ampliando basicamente eficiência e produtividade, se estendeu para este ano”, diz Alberto Serretino, sócio da Varese Retail e vice-presidente da SBVC.

Em 2017, as 300 maiores companhias do setor varejista cresceram 7,2%, atingindo receita bruta de R$ 602,5 bilhões, segundo o relatório anual da entidade. Esse número considera dados publicados pelas empresas e projetados pelos consultores. Em relação a um grupo de 222 companhias, que oficialmente publicam resultados anuais, a alta foi de 6,8%. Em termos reais (descontando a inflação), o avanço foi de 3,85%.

Para efeito de comparação, em 2016 a expansão foi de 8,6% para essa mesma base (empresas que publicam dados). Em termos reais, a alta foi menor, de 2,31%. Serrentino e Eduardo Terra, presidente da SBVC, estimam desempenho em 2018 próximo ao de 2017. “Vai ser algo muito perto do desempenho real de 2017 porque estamos mantendo inflação baixa”, diz Serrentino.

Pela pesquisa, 79% das 222 companhias tiveram crescimento de vendas em 2017 e 70% registraram aumento acima da inflação – sete em cada dez. Apenas 20% registraram queda de vendas. Embora planos mais audaciosos de expansão tenham sido adiados, os dados ainda mostram que a abertura lojas não foi completamente abandonada pelas empresas, apesar da preocupação maior com caixa.

“Isso também tem se repetido neste ano. Há uma preocupação com o caixa, mas sem impedir determinados investimentos que protegem o mercado das redes”. Pela pesquisa, 58% das empresas aumentaram a sua base de lojas no ano passado, 27% mantiveram e somente 15% fecharam mais pontos que abriram.

O GPA continua como líder do varejo na análise por grupos econômicos, com um faturamento de R$ 77,6 bilhões em 2017, equivalente a 13% do faturamento das 300 empresas. Esse número considera a controlada Via Varejo. O Carrefour é o segundo maior, com R$ 49,6 bilhões, ou 8% das vendas.

Houve mudanças nas posições. O grupo Boticário caiu de quinto para sétimo colocado. O Magazine Luiza, em fase de forte expansão, subiu duas colocações, de sétimo para quinto. No ranking de maiores empresas, a Via Varejo, dona das redes Casas Bahia e Ponto Frio, ultrapassa o Walmart pela primeira vez e toma a terceira posição.

Os cinco maiores grupos varejistas (GPA, Carrefour, Walmart, Lojas Americanas e Magazine Luiza) somam R$ 191,1 bilhões em vendas, ou 31,71% do faturamento das maiores do setor. Em 2016, representavam 31,97%. Pelo levantamento, há 120 empresas com faturamento anual superior a R$ 1 bilhão, 14 com mais de mil lojas e 41 com mais de 10 mil funcionários.

Fonte Valor Econômico
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